terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Módulo 2 - Vídeo-aula 28: Depressão na infância e adolescência

   Depressão é transtorno de humor ou afeto; sentimento de tristeza profunda, associado com sintomas fisiológicos e cognitivos na pessoa. 
Para ser considerado uma pessoa depressiva, o sujeito tem que apresentar mais de um dos sintomas no mesmo mês:
  •   Humor deprimido
  •   Perda de interesse por atividades antigamente satisfatórias
  •   Diminuição de energia.
  Causas da depressão:
  •   Biológicas: genética, estrutura e química do  cérebro.
  •   Psicológicas: estresse, traumas, desamparo, forma de perceber e lidar com o mundo
  •   Sócio-culturais: papéis, expectativas, suporte social.
  Sintomas  da depressão:
  •   Dificuldade em divertir-se
  •   Queixas: tédio ou “nada para fazer
  •   Preferências por atividades solitárias
  •  Queixas físicas: cansaço, falta de energia, dores de cabeça, dores de barriga, insônia.
  •   Pensamentos recorrentes de morte.
  •   Idéias e planejamento de suicídio.
Os estudos mostram que a criança que sofreu de depressão na infância, tem mais chances de apresentar futuras crises de depressão.
As crianças ficam deprimidas, tão freqüentemente e tão profundamente, quanto o adulto. Muitas vezes, os comportamentos da criança deprimida são confundidos e interpretados de maneira errônea pelos pais.
Esses transtornos podem afetar consideravelmente o futuro dessas crianças, também em âmbito escolar, familiar e social. Muitas das ocorrências de fracasso escolar em crianças, estão intimamente relacionadas à transtornos emocionais como a depressão.

Módulo 2 - Vídeo-aula 27: stress e ansiedade na infância e adolescência

Estresse e ansiedade: reação do organismo diante de situações difíceis ou excitantes.
Num período de estresse ou ansiedade, o equilíbrio da pessoa é afetado, cada órgão passa a trabalhar num ritmo diferente dos demais: dependendo da duração dos sintomas e da interpretação dos estímulos, quebra o equilíbrio interior enfraquecimento do organismo.
Ansiedade: características biológicas ou psicológicas que antecedem momentos de perigo marcadas por sensações corporais: vazio no estômago, taquicardia, sudorese, medo intenso, aperto no peito, rubor, calafrios, confusão, nó na garganta, etc.
Estresse infantil: toda criança da atualidade vive momentos de estresse ainda nos primeiros anos devida (acidentes, doenças, hospitalizações, nascimento de irmãos, etc).
  Fatores internos que causam estresse infantil:
  • Características de personalidade, pensamentos e atitudes da criança diante das situações da vida diária.
  •  Ansiedade, depressão, desejo de agradar, medo do fracasso, preocupação com mudanças físicas, dúvidas quanto a sua  capacidade, etc.
  Fatores externos:
  •  Acontecem devido a mudanças significativas, atividades em excesso, brigas ou separação de pais, etc.
Sintomas físicos do estresse infantil:
  • Dor de barriga;
  • Diarréia;
  • Tique nervoso;
  • Dor de cabeça;
  • Náusea;
  • Hiperatividade;
  • Enurese noturna (xixi na cama);
  • Gagueira;
  • Tensão muscular;
  • Ranger de dentes;
  • Falta de apetite;
  • Mãos frias e suadas.
Sintomas psicológicos do estresse infantil:
  • Terror noturno;
  • Introversão súbita;
  • Medo ou choro excessivo;
  • Agressividade;
  • Impaciência;
  • Pesadelos;
  • Ansiedade;
  • Dificuldades interpessoais;
  • Desobediência;
  • Insegurança;
  • Hipersensibilidade.

Se o estresse infantil não for tratado pode desencadear em outras doenças.

Módulo 2 - Vídeo-aula 26: o fenômeno do bullying

Módulo 2 - Vídeo-aula 25: Práticas de cidadania

A realidade social é costruída historicamente e o sujeito produz e é determinado pela realidade social. Por esse motivo, antes de se construir um projeto social, deve-se estudar a realidade da comunidade, seus valores e suas crenças. Muitas vezes os projetos são elaborados a partir do conhecimento científico acumulado e pressupõe que esse conhecimento científico deve ser transmitido à população. Pode acontecer de a população não aderir ao projeto porque esse conhecimento científico colide com as crenças populares enraizadas nos grupos sociais.
Tendo em conciência essa realidade, ao desenvolver um projeto, as pessoas devem se apresentar e esclarecer os objetivos, devem observar a comunidade e reconhecer as prioridades, os líderes, etc. Também é necessário estabelecer parcerias, e fazer um levantamento das demandas a serem atendidas.

Módulo 2 - Vídeo-aula 24: Mídia e comportamento

A infância e a adolescência é um período de maior vulnerabilidade a influências externas,sendo uma delas a mídia,que é um importante meio de socialização.
A mídia retrata modelos de conduta de uma determinada maneira, selecionam informações e conhecimento, fornecem estímulos.
Assim como adultos, adolescentes acreditam que a mídia influencia a todos menos a si mesmo. Os meninos são mais influenciados por cenas de violências do qua as meninas, que não admiram essa conduta. Crianças aprendem através de observação e imitação. Crianças menores de 8 anos não diferem fantasia da realidade.
O impacto negativo da mídia em crianças são: atraso de desenvolvimento neuropsicomotor, precocidade sexual, violência, transtornos alimentares (obesidade, anorexia), problemas escolares, uso de drogas.
Aos 18 anos um indivíduo terá visto 200000 cenas de violência na televisão.
De 10000 horas monitoradas de programas de TV, 61% apresentam violência interpessoal, a maioria de maneira divertida e glamorosa.
Maior porcentagem de violência é visto em programa infantil.
A mídia é um substitutivo de outras atividades – exercícios físicos, leitura interação com outras pessoas, etc.
Sendo assim, é importante ponderarmos o uso das mídias por crianças e adolescente, e incentivá-los a exercer outras práticas, como, por exemplo, leitura e esportes.

Módulo 2 - Vídeo-aula 23: uso de substâncias psicoativas

Vídeo sobre uma pesquisa realizada no município de Passo Fundo sobre drogas.

Módulo 2 - Vídeo-aula 22: Diversidade/pluralidade cultural na escola

Módulo 2 - Vídeo-aula 21: Assembléias escolares e democracia escolar

       Assembléia escolar é um espaço de diálogo, com o objetivo de trabalhar valores democráticos dentro da escola e também resolução de conflitos cotidianos através do diálogo. Neste espaço, os alunos podem expor suas idéias, críticas e sugestões.  As felicitações também são comentadas na assembléia, pois o que está dando certo deve ser exaltado para que continue acontecendo.
De acordo com Puig, assembléia escolar é o momento em que o coletivo se reúne para refletir, tomar consciência de si mesmo e transformar tudo aquilo que os seus membros consideram oportuno. É um momento organizado para que alunos e alunas, professores e professoras possam falar das questões que lhes pareçam pertinentes para melhorar o trabalho e a convivência escolar.

Módulo 2 - Vídeo-aula 20: Bullying

Este vídeo traz um depoimento de um aluno que foi vítima de bullying por anos.

Módulo 2 - Vídeo-aula 19: Violência na escola

Módulo 2 - Vídeo-aula 18: violência e educação


“Se puderes olhar, vê; e se puderes vê, repara”. Foi nesta frase de José Saramago que a aula foi baseada. O exercício de "ver e reparar" nos faz perceber o que há de errado e o que devemos corrigir. Ao mesmo tempo, não devemos sobrecarregar a escola como se ema fosse a única responsável pela aniquilação da violência.
 É importante estabelecer conexões entre escola e comunidade, para que esta goste da escola e valorize-a. As escolas que apresentam queixas de violência, não têm um projeto político-pedagógico real que pode criar uma coerência entre as ações dos professores. Estão fragmentadas pela instabilidade do corpo docente e pela instabilidade da ocupação dos cargos de direção e coordenação pedagógica. Não possuíam laços com a localidade, estão em situação de isolamento e confl ito com pais e alunos. É necessário uma ação coletiva para reparar e combater a violência,  na medida do possível.

Módulo 2 - Vídeo-aula 17: Podem a ética e a cidadania ser ensinadas?

A ética e cidadania são ensinadas através de nossas ações e exemplos. Não há como colocar na grade curricular uma disciplina para justiça, outra pra bom senso e solidariedade; ou então, não tem como uma pessoa ser formada nessas disciplinas para ensinar esses conceitos ao alunos. A virtude tem que ser vivenciada e praticada. Assim, todos que trabalham na escola, desde os faxineiros aos diretores, são responsáveis por essa formação. Temos que praticar a virtude, não ensinar a definição dela.

domingo, 28 de novembro de 2010

Módulo 2 - Vídeo-aula 14: A construção de valores e a dimensão afetiva

A afetividade é um aspecto motivacional, enquanto a cognição diz respeito à estrutura e funcionamento do psiquismo humano. A afetividade não tem o poder de mudar a cognição. Ela também é um aspecto organizativo do sujeito psicológico.
Os sentimentos devem ser trabalhados na escola; não se pode minimizar os sentimentos afetivos dos alunos e é necessário respeitar a diversidade a partir do valor de tolerância pelos sentimentos morais. Também deve-se promover um ambiente saudável e feliz, em que os sentimentos positivos levem à resolução de conflitos morais por um mundo mais justo e solidário.

Módulo 2 - Vídeo-aula 13 : Dimensões constitutivas do sujeito psicológico

O sujeito psicológico é formado por um mundo consciente e um mundo não-consciente.
O não-consciente são ações do cérebro que não estão na nossa consciência, como, por exemplo, processos no organismo que não estão na nossa consciência.
Quatro dimensões constitutivas do sujeito biológico:
  • Biológico – nosso organismo, nosso corpo. Aspecto constitutivo do nosso psiquismo.
  • Afetiva -  o afeto e as emoções são um aspecto importante do nosso psiquismo.
  • Sócio-cultural – A cultura ajuda a constituir a nossa identidade, por exemplo, a linguagem.
  • Cognitivo – a inteligência, a parte intelectual.
Todas essas dimensões se interagem simultaneamente o tempo todo.

Módulo 2 - Textos de apoio: Associação Brasileira de Déficit de Atenção, Instituto Paulista do Déficit de Atenção, Deficiência mental e autismo na escola e Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral

TDAH e hiperatividade
Um dos componentes mais conhecidos do TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção é a hiperatividade. Ela pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos.


A hiperatividade pode ocorrer em diferentes graus de intensidade, com sintomas variando entre leves a graves. A depender da gravidade destes sintomas, a hiperatividade pode comprometer o desenvolvimento e a expressão linguística, a memória e habilidades motoras.
A criança hiperativa mostra um grau de atividade maior que outras crianças da mesma faixa etária. Ou seja, há um grau usual de atividade motora que é padrão em crianças - que não é hiperatividade patológica.
A diferença é que a criança hiperativa mostra um excesso de comportamentos, em relação às outras crianças, mostrando também dificuldade em manter a atenção concentrada, impulsividade e impulsividade. A criança hiperativa é um desafio para seus pais, familiares e professores.
É importante que as causas da hiperatividade sejam identidicadas de forma correta. A falta de um bom diagnóstico diferencial pode levar a tratamentos inadequados.
Nem todas as formas de hiperatividade tem relação com déficit de atenção. Outras causas possíveis são alterações metabólicas e hormonais, intoxicação por chumbo, complicações no parto, abuso de substâncias durante a gestação, entre outras. Problemas situacionais, como crises familiares (luto, separação dos pais e outras mudanças) podem ser traumáticas para crianças e levarem a um quadro de hiperatividade reativa.
Todas estas possíveis causas devem ser investigadas antes de iniciar o tratamento da hiperatividade. Um especialista em comportamento infantil pode ajudar a distinguir entre a criança normalmente ativa e enérgica e a criança realmente hiperativa. As crianças até mesmo as menores podem correr, brincar e agitar-se felizes durante horas sem cochilar, dormir ou demonstrar qualquer cansaço. Para garantir que a criança realmente hiperativa seja tratada adequadamente - e evitar tratar erroneamente uma criança normal - é importante que seu filho receba um diagnóstico preciso.
Deficiência mental e autismo na escola

As pessoas com deficiência mental e autismo são capazes de crescer, aprender e desenvolver-se. Com a ajuda adequada, as crianças com deficiência mental e autismo podem viver de forma satisfatória a sua vida adulta.
Dicas para professores

Aprenda tudo o que puder sobre deficiência mental e autismo. Procure quem o possa aconselhar na busca de bibliografia adequada.
Reconheça que o seu empenho pode fazer uma grande diferença na vida de um aluno com atraso mental. Procure saber quais são as potencialidades e interesses do aluno e concentre todos os seus esforços no seu desenvolvimento. Proporcione oportunidades de sucesso.
Participe ativamente na elaboração do Plano Educativo do aluno. Este plano contém as metas educativas, que se espera que o aluno venha a alcançar, e define responsabilidades da escola e de serviços externos para a boa condução do plano.
Seja tão concreto quanto possível. Demonstre o que pretende dizer. Não se limite a dar instruções verbais. Algumas instruções verbais devem ser acompanhadas de uma imagem de suporte. Mas também não se limite a apoiar as mensagens verbais com imagens. Sempre que necessário e possível, proporcione ao aluno materiais e experiências práticas e sobretudo a oportunidade de experimentar as coisas.
Divida as tarefas novas em passos pequenos. Demonstre como se realiza cada um desses passos. Proporcione ajuda, na justa medida da necessidade do aluno. Não deixe que o aluno abandone a tarefa numa situação de insucesso. Se for necessário, solicite ao aluno que seja ele a ajudar o professor a resolver o problema. Partilhe com o aluno o prazer de encontrar uma solução.
Acompanhe a realização de cada passo de uma tarefa com comentários imediatos e úteis para o prosseguimento da atividade.
Desenvolva no aluno competências de vida diária, competências sociais e de exploração e consciência do mundo envolvente. Incentive o aluno a participar de atividades de grupo e nas organizações da escola.
Trabalhe com os pais para elaborar e levar a cabo um plano educativo que respeite as necessidades do aluno. Partilhe regularmente informações sobre a situação do aluno na escola e em casa.
A maior parte dos alunos necessita de apoio para o desenvolvimento de competências adaptativas, necessárias para viver, trabalhar e divertir-se na comunidade.

Módulo 2 - Vídeo-aula 12 : Retardo mental - autismo

Retardo Mental

O retardo mental uma condição, geralmente irreversível, caracterizada por uma capacidade intelectual inferior à normal com dificuldades de aprendizado e de adaptação social, que normalmente está presente desde o nascimento ou que se manifesta nos primeiros anos da infância.
Na maioria dos casos a causa do retardo mental é desconhecida, mas várias condições durante a gravidez podem causar ou contribuir para o retardo mental da criança, como o uso de certas drogas, o consumo excessivo de álcool, a radioterapia, a má nutrição.  As dificuldades associadas ao parto prematuro, o traumatismo crânio-encefálico ou a concentração muito baixa de oxigênio durante o parto também podem causar retardo mental.
Existem vários graus de retardo mental que pode ser auferidoatravés de teste de quociente de inteligência (QI). Crianças com um QI de 69 a 84 apresentam dificuldade de aprendizagem, mas não são consideradas como mentalmente retardadas, mas aquelas com um retardo mental leve, que apresentam QI de 52 a 68 embora apresentem dificuldade de leitura, podem aprender as habilidades educacionais básicas necessárias no dia-a-dia.
As crianças com um retardo mental moderado apresentam QI de 36 a 51 , uma criança com um retardo mental grave tem um QI de 20 a 35 . Um QI de 19 ou menos determina um retardo mental profundo.
A expectativa de vida da crianças com retardo mental pode ser mais curta, e parece que quanto mais grave o retardo mental, menor a expectativa de vida.

Autismo

Autismo é uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.
As características mais comuns são:
  • Não estabelece contado com os olhos.
  • Parece surdo.
  • Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente isso é completamente interrompido sem retorno.
  • Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros.
  • Ataca e fere outras pessoas mesmo que não exista motivos para isso.
  • É inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas.
  • Ao invés de explorar o ambiente e as novidades restringe-se e fixa-se em poucas coisas.
  • Apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou balançar-se.
  • Cheira ou lambe os brinquedos.
  • Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente.



Módulo 2 - Vídeo-aula 11: Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

Módulo 2 - Texto de apoio: Educação comunitária e a construção de valores de democracia e de cidadania


As mudanças na organização do trabalho pedagógico das escolas, nos conteúdos acadêmicos, nas metodologias empregadas nas aulas e nas relações entre os membros da comunidade escolar e não-escolar, quando permeadas por temáticas de ética, de democracia e de cidadania, podem contribuir para a construção de valores morais e da justiça social.
A idéia do protagonismo juvenil e a importância de que os estudantes assumam um papel mais ativo no dia a dia da escola e dos processos educativos, torna a escola mais prazerosa, ao mesmo tempo em que impregnada por discussões sobre ética, democracia e cidadania. Nesse sentido, com a participação ativa de estudantes, professores e comunidade, pode-se criar o que pode ser chamado de um ambiente escolar ético que perpassa todos os instantes.

Módulo 2 - Texto de apoio: A generosidade e os sentimentos morais: um estudo exploratório na perspectiva dos modelos organizadores do pensamento


O sujeito, dotado de aspectos racionais e afetivos, (como sentimentos e valores), selecionam do meio conteúdos que lhe parecem mais significativos e rechaça deles o que não acha pertinente. Desses conteúdos abtraídos, o sujeito dão-lhes significados e atribuem relações e implicações. Sendo assim, frente a uma mesma situação, cada sujeito abstrai e significa os elementos que considera relevantes e, ainda mais, tece relações "de sua forma" (entenda-se: de acordo com seus sentimentos, desejos, aspectos cognitivos, entre vários outros que interpenetram configurando o psiquismo humano).
Neste trabalho, chegou-se a conclusão de que os valores se organizam hierarquicamente, de acordo com a sua integração, e de que atuam, como os sentimentos, como reguladores morais.

sábado, 27 de novembro de 2010

Módulo 2 - Vídeo-aula 10: Perspectivas atuais da Educação em Valores

O mundo está em nossas mãos!

A educação em valores visa a construção de sujeitos ativos, protagonistas, que possam agir e modificar a sua realidade.
Através do fórum escolar, pode-se discutir ações mobilizadoras  em relação a uma temática que envolve a comunidade em que a escola está inserida, levando, assim, a escola para fora de seus muros, reconhecendo que existem vários problemas para serem estudados.
Trazendo essa temática para sala de aula, pode-se utilizar a transversalidade para estudá-la.
Dessa forma, o conteúdo estudado em sala de aula, pode ser incorporado e utilizado fora da escola, com o reconhecimento por parte do aluno que ele possui um papel muito importante na sociedade, que é um agente modificador e pode encontrar soluções para problemas de sua comunidade.

Módulo 2 - Vídeo-aula 9: Perspectivas atuais das Pesquisas em Psicologia moral


O sujeito tem um papel ativo na construção de valores. Sendo assim, o professor deve trabalhar valores importantes para o convívio em sociedade de forma reflexiva, através de sequências didáticas e projetos que visam a construção desses valores em diversas situações. Nessas sequências, é fundamental explicitar esses sentimentos e valores para a compreensão da regulação exercida por eles. Assim, a escola possibilitará que o indivíduo construa valores centrais e periféricos guiados por um princípio de moralidade.

◦Textos de apoio : Sites do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria da Hospital das Clínicas e da Sociedade Paulista de Psiquiatria Clínica.

Módulo 2 - Vídeo-aula 8 : Distúrbios alimentares (Anorexia e bulimia, obesidade)



Módulo 2 - Vídeo-aula 7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares

Crescimento é uma variável resultante da maturação óssea. Existem três períodos de crescimento: entre 1 e 3 anos (primeira infância); entre 4 e 8 anos (segunda infância) e entre 9 e 17 anos (puberdade).
Na primeira infância há um crescimento mais acelerado. A desaceleração do crescimento ocorre a partir do primeiro ano de vida e vai até o início da puberdade.
A criança cresce progressivamente menos centímetros por ano até os 3 anos passando por um período de crescimento  mais estável entre 5 e 10 anos seguindo de um  segundo período de desaceleração até a puberdade (curva de velocidade de crescimento).
Estadio puberal nas meninas – primeiro sinal é o aparecimento do botão mamário (telarca), seguido pelo aparecimento dos pêlos pubianos ( pubarca) e por último a primeira menstruação ( menarca). Inicia-se entre 8 e 13 anos.
Estadio puberal nos meninos – o primeiro sinal é o crescimento de testículos seguido de crescimento peniano e de pêlos (pubarca). Inicia-se entre 9 e 14 anos.
O que influencia o crescimento? – a atividade física, o sono (GH é liberado durante o sono profundo), nutrição, doenças crônicas, desnutrição.
O fator genético interfere na estatura final como outros fatores ambientais.
O IMC varia de acordo com a idade. Ao caulcular o IMC, se o percentil  for maior que 95, a cç está obesa, entre 85 e 95 com sobrepeso, entre 5 e 85 a criança está com o peso ideal e menor que 5 desnutrida.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Módulo 2 - Texto de apoio: A construção social e psicológica de valores

"Um primeiro aspecto a ser ressaltado é o entendimento de que o fato de termos compreendido o processo de construção de valores como incertos e aleatórios, deve significar que a escola pode buscar estratégias que aumentem a probabilidade de que determinados valores éticos sejam alvo de projeções afetivas positivas de seus alunos e suas alunas e possam se constituir como valores para eles e elas. Ao entender que os valores são construídos a partir das projeções de sentimentos positivos que os sujeitos fazem sobre objetos e/ou pessoas e/ou relações e/ou sobre si mesmo, devemos considerar que a escola preocupada com a educação em valores precisa assumir uma nova forma de organização curricular e das relações em seu interior e com a comunidade de seu entorno." (Ulisses Araújo)  

Módulo 2 - Vídeo-aula 6: A construção psicológica de valores


Os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o seu exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre os objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmo.
Dependendo dos valores com os quais o sujeito constrói sua identidade, e de seu “posicionamento” central ou periférico, aparecerão os sentimentos morais.
Sentimentos morais, como a vergonha e a culpa, exercem o papel de regular as relações intra e interpessoais e são experienciados quando o sujeito age contra os valores que são centrais em sua identidade.
As pessoas podem mudar seus valores; ele reconfigura os valores. Ele pode mudar um valor central para o periférico e vice-versa.
A escola deve trabalhar alguns valores para que sejam centrais na identidade da criança.

Módulo 2 - Vídeo-aula 5: Educação e ética

A educação é uma socialização das novas gerações de uma sociedade e, enquanto tal, conserva os valores dominantes (a moral) naquela sociedade. Toda educação é uma ação de diálogo entre seres humanos Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativo e ao mesmo tempo, eticamente má. Pode ser boa do ponto de vista da moral vigente e má do ponto de vista ético. A educação ética (ou, a ética na educação) acontece quando os valores no conteúdo e no exercício do ato de educar são valores humanos e humanizadores.
A educação para a vida exige dos educadores uma postura de ação com responsabilidade, ou seja, habilidades de oferecer respostas mais adequadas às demandas, à medida que essas se apresentam. O conhecimento atual aponta para atitudes criativas, para a busca de soluções inéditas, para a liderança ética, para o resgate dos valores. O estudo da Ética vai complementar o trabalho formativo que realizamos no dia-a-dia e isso pode ser efetivado através de atividades práticas que possibilitem real vivência dos valores esquecidos por muitos.A Ética, antes de mais nada, deve estar impregnando as ações de cada dia, seja dentro da sala de aula ou fora dela. Nunca se deve perder a oportunidade de formar a mente e o coração dos alunos.

Módulo 2 - Texto de apoio: Saúde do professor


Remédio 1: receber apoio da direção
A presença de diretores e coordenadores pedagógicos dando suporte efetivo à equipe escolar e se co-responsabilizando pelos resultados do ensino é, igualmente, fator de aprimoramento das condições profissionais. Nesses profissionais estão as respostas para dificuldades que vão de questões pedagógicas a problemas de relacionamento.
 
Remédio 2: manter-se em constante formação
Os conhecimentos sobre didática avançam; a necessidade de se manter atualizado é constante; as salas de aula estão se tornando inclusivas; a sociedade exige cada vez mais da escola; e, por fim, há um abismo entre a formação e a prática do Magistério. A pressão e a ansiedade para se adequar a tudo isso muitas vezes dão origem a doenças, mal-estar e tensão.

Remédio 3: dispor de horários para estudo e lazer

Uma boa forma de reduzir o cansaço físico e mental e ainda melhorar os resultados de aprendizagem dos alunos é ter tempo para estudar, planejar e reunir-se com os colegas, sem esquecer os momentos de diversão e lazer.

Remédio 4: poder contar com o apoio dos colegas

O trabalho em equipe é um tema que deveria ser mais valorizado pelos gestores, pois quando há conversas e atividades coletivas, os profissionais e suas ações ficam mais fortalecidos. Se a troca de informações se torna prioridade no dia-a-dia da escola, surge em cada um o sentimento de que suas idéias são úteis para a produção social.

Remédio 5: manter a indisciplina sob controle
 
A dificuldade de relacionar-se com crianças e jovens em classe é a maior queixa dos professores. O professr deve se adequar para poder contornar a indisciplina, através de atualizações de estratégias.

Remédio 6: ter boas condições de trabalho
 
O espaço da escola afeta tanto o cotidiano dos professores quanto o dos alunos. A precariedade das condições físicas dificulta as aulas, tornando-as desgastantes e reduzindo a produtividade. Mobiliário inadequado ou classes sem boa ventilação, iluminação ou acústica podem causar ou agravar problemas de saúde, como os osteomusculares ou de voz.

Remédio 7: estar por dentro do projeto pedagógico

Ter clareza sobre o que será ensinado é condição para que os docentes executem bem sua função em classe. Apresentar esses conteúdos é papel das diretrizes curriculares. “Quando há referências e metas, o professor toma decisões com maior segurança, e isso tem impacto na qualidade da Educação.

Remédio 8: ser prestigiado
 
O apoio da sociedade aos educadores está diminuindo. É o que sente um terço dos professores brasileiros, segundo a pesquisa NOVA ESCOLA e Ibope. Isso acaba afetando seu bem-estar e seu desempenho em sala de aula. “A progressiva desqualificação e o não-reconhecimento social potencializam o sofrimento dos docentes, assinala Mary Yale Rodrigues Neves, da Universidade Federal da Paraíba. Quando se fala em valorização social, o sentido não deve ser apenas retórico, e deve incluir homenagens e discursos em favor do Magistério. Essa é a opinião de Inês Teixeira, da UFMG. “A valorização tem de ser real. Profissional reconhecido é aquele que dispõe de boas condições para exercer sua função no dia-a-dia, salário compatível com o que se espera dele e políticas públicas que cuidem de sua formação e sua saúde.”

domingo, 21 de novembro de 2010

Módulo 2 - Texto de apoio: Saúde na escola

"A saúde, entendida como um processo qualitativo que diz respeito ao funcionamento integral do organismo — somático e psíquico, biológico e social — não é mais entendida como sinônimo de ausência de doença. Caminhar em direção à saúde é promover meios para que cada indivíduo possa traçar um caminho pessoal e original em direção ao bem-estar físico, psíquico e social, participando ativamente do controle sobre as condições de saúde da sociedade. Para isso, faz-se necessário o desenvolvimento de um conjunto de recursos objetivos e subjetivos, que permita ao sujeito estabelecer uma inter-relação positiva com a situação social em que vive e com as contradições e dificuldades enfrentadas no cotidiano. A saúde implica, portanto, a valorização da vitalidade física, mental e social para a atuação frente às permanentes transformações pessoais e sociais, frente aos desafios e conflitos" (Dejours, 1986).

Módulo 2 - Vídeo-aula 4: Saúde do professor



Módulo 2 - Vídeo-aula 3: Introdução: Saúde na escola


A obesidade infantil é um aspecto preocupante dentro da saúde escolar

Nesta vídeo-aula foi apresentado o resumo do que será abordado neste módulo. O professor nos trouxe uma tabela sobre mortalidade e falou brevemente sobre diversos temas: saúde do professor, obesidade, bullying, etc.
Abaixo, segue uma tabela que pode ser trabalhada em sala de aula sobre taxas de mortalidade no Brasil:


 Proporção das principais causas de morte, por Grandes Regiões, segundo as principais causas de morte -2005

Principais causas de morte
Proporção da mortalidade (%)
Brasil
Grandes Regiões
Norte
Nordeste
Sudeste
Sul
Centro-Oeste
Total
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
100,0
Doenças infecciosas e parasitárias
4,6
6,3
4,8
4,6
3,8
5,1
Neoplasias (Tumores)
14,7
10,7
11,1
15,7
18,9
13,9
Doenças aparelho circulatório
28,3
20,1
25,8
29,8
30,4
28,8
Doenças do aparelho respiratório
9,7
8,8
7,6
10,5
10,8
9,7
Afecções período perinatal
3,0
6,1
4,3
2,2
2,0
3,4
Malformações congênitas
1,0
1,6
1,1
0,8
0,9
1,4
Mal definidas
10,3
17,8
17,2
8,0
5,8
5,2
Causas externas
12,5
15,8
12,4
11,9
12,0
16,8
Outras causas
15,9
12,9
15,8
16,5
15,5
15,7

Fonte: Ministério da Saúde