Remédio 1: receber apoio da direção
A presença de diretores e coordenadores pedagógicos dando suporte efetivo à equipe escolar e se co-responsabilizando pelos resultados do ensino é, igualmente, fator de aprimoramento das condições profissionais. Nesses profissionais estão as respostas para dificuldades que vão de questões pedagógicas a problemas de relacionamento.
Remédio 2: manter-se em constante formação
Os conhecimentos sobre didática avançam; a necessidade de se manter atualizado é constante; as salas de aula estão se tornando inclusivas; a sociedade exige cada vez mais da escola; e, por fim, há um abismo entre a formação e a prática do Magistério. A pressão e a ansiedade para se adequar a tudo isso muitas vezes dão origem a doenças, mal-estar e tensão.
Remédio 3: dispor de horários para estudo e lazer
Uma boa forma de reduzir o cansaço físico e mental e ainda melhorar os resultados de aprendizagem dos alunos é ter tempo para estudar, planejar e reunir-se com os colegas, sem esquecer os momentos de diversão e lazer.
Remédio 4: poder contar com o apoio dos colegas
O trabalho em equipe é um tema que deveria ser mais valorizado pelos gestores, pois quando há conversas e atividades coletivas, os profissionais e suas ações ficam mais fortalecidos. Se a troca de informações se torna prioridade no dia-a-dia da escola, surge em cada um o sentimento de que suas idéias são úteis para a produção social.
Remédio 5: manter a indisciplina sob controle
A dificuldade de relacionar-se com crianças e jovens em classe é a maior queixa dos professores. O professr deve se adequar para poder contornar a indisciplina, através de atualizações de estratégias.
Remédio 6: ter boas condições de trabalho
O espaço da escola afeta tanto o cotidiano dos professores quanto o dos alunos. A precariedade das condições físicas dificulta as aulas, tornando-as desgastantes e reduzindo a produtividade. Mobiliário inadequado ou classes sem boa ventilação, iluminação ou acústica podem causar ou agravar problemas de saúde, como os osteomusculares ou de voz.
Remédio 7: estar por dentro do projeto pedagógico
Ter clareza sobre o que será ensinado é condição para que os docentes executem bem sua função em classe. Apresentar esses conteúdos é papel das diretrizes curriculares. Quando há referências e metas, o professor toma decisões com maior segurança, e isso tem impacto na qualidade da Educação.
Remédio 8: ser prestigiado
O apoio da sociedade aos educadores está diminuindo. É o que sente um terço dos professores brasileiros, segundo a pesquisa NOVA ESCOLA e Ibope. Isso acaba afetando seu bem-estar e seu desempenho em sala de aula. A progressiva desqualificação e o não-reconhecimento social potencializam o sofrimento dos docentes, assinala Mary Yale Rodrigues Neves, da Universidade Federal da Paraíba. Quando se fala em valorização social, o sentido não deve ser apenas retórico, e deve incluir homenagens e discursos em favor do Magistério. Essa é a opinião de Inês Teixeira, da UFMG. A valorização tem de ser real. Profissional reconhecido é aquele que dispõe de boas condições para exercer sua função no dia-a-dia, salário compatível com o que se espera dele e políticas públicas que cuidem de sua formação e sua saúde.