terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Módulo 2 - Vídeo-aula 14: A construção de valores e a dimensão afetiva
A afetividade é um aspecto motivacional, enquanto a cognição diz respeito à estrutura e funcionamento do psiquismo humano. A afetividade não tem o poder de mudar a cognição. Ela também é um aspecto organizativo do sujeito psicológico.
Os sentimentos devem ser trabalhados na escola; não se pode minimizar os sentimentos afetivos dos alunos e é necessário respeitar a diversidade a partir do valor de tolerância pelos sentimentos morais. Também deve-se promover um ambiente saudável e feliz, em que os sentimentos positivos levem à resolução de conflitos morais por um mundo mais justo e solidário.
Módulo 2 - Vídeo-aula 13 : Dimensões constitutivas do sujeito psicológico
O não-consciente são ações do cérebro que não estão na nossa consciência, como, por exemplo, processos no organismo que não estão na nossa consciência.
Quatro dimensões constitutivas do sujeito biológico:
- Biológico – nosso organismo, nosso corpo. Aspecto constitutivo do nosso psiquismo.
- Afetiva - o afeto e as emoções são um aspecto importante do nosso psiquismo.
- Sócio-cultural – A cultura ajuda a constituir a nossa identidade, por exemplo, a linguagem.
- Cognitivo – a inteligência, a parte intelectual.
Todas essas dimensões se interagem simultaneamente o tempo todo.
Módulo 2 - Textos de apoio: Associação Brasileira de Déficit de Atenção, Instituto Paulista do Déficit de Atenção, Deficiência mental e autismo na escola e Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral
TDAH e hiperatividade
Um dos componentes mais conhecidos do TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção é a hiperatividade. Ela pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos.
Um dos componentes mais conhecidos do TDAH -
A hiperatividade pode ocorrer em diferentes graus de intensidade, com sintomas variando entre leves a graves. A depender da gravidade destes sintomas, a hiperatividade pode comprometer o desenvolvimento e a expressão linguística, a memória e habilidades motoras.
A criança hiperativa mostra um grau de atividade maior que outras crianças da mesma faixa etária. Ou seja, há um grau usual de atividade motora que é padrão em crianças - que não é hiperatividade patológica.
A diferença é que a criança hiperativa mostra um excesso de comportamentos, em relação às outras crianças, mostrando também dificuldade em manter a atenção concentrada, impulsividade e impulsividade. A criança hiperativa é um desafio para seus pais, familiares e professores.
É importante que as causas da hiperatividade sejam identidicadas de forma correta. A falta de um bom diagnóstico diferencial pode levar a tratamentos inadequados.
Nem todas as formas de hiperatividade tem relação com déficit de atenção. Outras causas possíveis são alterações metabólicas e hormonais, intoxicação por chumbo, complicações no parto, abuso de substâncias durante a gestação, entre outras. Problemas situacionais, como crises familiares (luto, separação dos pais e outras mudanças) podem ser traumáticas para crianças e levarem a um quadro de hiperatividade reativa.
Todas estas possíveis causas devem ser investigadas antes de iniciar o tratamento da hiperatividade. Um especialista em comportamento infantil pode ajudar a distinguir entre a criança normalmente ativa e enérgica e a criança realmente hiperativa. As crianças até mesmo as menores podem correr, brincar e agitar-se felizes durante horas sem cochilar, dormir ou demonstrar qualquer cansaço. Para garantir que a criança realmente hiperativa seja tratada adequadamente - e evitar tratar erroneamente uma criança normal - é importante que seu filho receba um diagnóstico preciso.
Deficiência mental e autismo na escola
As pessoas com deficiência mental e autismo são capazes de crescer, aprender e desenvolver-se. Com a ajuda adequada, as crianças com deficiência mental e autismo podem viver de forma satisfatória a sua vida adulta.
Dicas para professores
Aprenda tudo o que puder sobre deficiência mental e autismo. Procure quem o possa aconselhar na busca de bibliografia adequada.
Reconheça que o seu empenho pode fazer uma grande diferença na vida de um aluno com atraso mental. Procure saber quais são as potencialidades e interesses do aluno e concentre todos os seus esforços no seu desenvolvimento. Proporcione oportunidades de sucesso.
Participe ativamente na elaboração do Plano Educativo do aluno. Este plano contém as metas educativas, que se espera que o aluno venha a alcançar, e define responsabilidades da escola e de serviços externos para a boa condução do plano.
Seja tão concreto quanto possível. Demonstre o que pretende dizer. Não se limite a dar instruções verbais. Algumas instruções verbais devem ser acompanhadas de uma imagem de suporte. Mas também não se limite a apoiar as mensagens verbais com imagens. Sempre que necessário e possível, proporcione ao aluno materiais e experiências práticas e sobretudo a oportunidade de experimentar as coisas.
Divida as tarefas novas em passos pequenos. Demonstre como se realiza cada um desses passos. Proporcione ajuda, na justa medida da necessidade do aluno. Não deixe que o aluno abandone a tarefa numa situação de insucesso. Se for necessário, solicite ao aluno que seja ele a ajudar o professor a resolver o problema. Partilhe com o aluno o prazer de encontrar uma solução.
Acompanhe a realização de cada passo de uma tarefa com comentários imediatos e úteis para o prosseguimento da atividade.
Desenvolva no aluno competências de vida diária, competências sociais e de exploração e consciência do mundo envolvente. Incentive o aluno a participar de atividades de grupo e nas organizações da escola.
Trabalhe com os pais para elaborar e levar a cabo um plano educativo que respeite as necessidades do aluno. Partilhe regularmente informações sobre a situação do aluno na escola e em casa.
A maior parte dos alunos necessita de apoio para o desenvolvimento de competências adaptativas, necessárias para viver, trabalhar e divertir-se na comunidade.
Módulo 2 - Vídeo-aula 12 : Retardo mental - autismo
O retardo mental uma condição, geralmente irreversível, caracterizada por uma capacidade intelectual inferior à normal com dificuldades de aprendizado e de adaptação social, que normalmente está presente desde o nascimento ou que se manifesta nos primeiros anos da infância.
Na maioria dos casos a causa do retardo mental é desconhecida, mas várias condições durante a gravidez podem causar ou contribuir para o retardo mental da criança, como o uso de certas drogas, o consumo excessivo de álcool, a radioterapia, a má nutrição. As dificuldades associadas ao parto prematuro, o traumatismo crânio-encefálico ou a concentração muito baixa de oxigênio durante o parto também podem causar retardo mental.
Existem vários graus de retardo mental que pode ser auferidoatravés de teste de quociente de inteligência (QI). Crianças com um QI de 69 a 84 apresentam dificuldade de aprendizagem, mas não são consideradas como mentalmente retardadas, mas aquelas com um retardo mental leve, que apresentam QI de 52 a 68 embora apresentem dificuldade de leitura, podem aprender as habilidades educacionais básicas necessárias no dia-a-dia.
As crianças com um retardo mental moderado apresentam QI de 36 a 51 , uma criança com um retardo mental grave tem um QI de 20 a 35 . Um QI de 19 ou menos determina um retardo mental profundo.
A expectativa de vida da crianças com retardo mental pode ser mais curta, e parece que quanto mais grave o retardo mental, menor a expectativa de vida.
Autismo
Autismo é uma alteração cerebral que afeta a capacidade da pessoa se comunicar, estabelecer relacionamentos e responder apropriadamente ao ambiente. Algumas crianças apesar de autistas apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam também retardo mental, mutismo ou importantes retardos no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes outros presos a comportamentos restritos e rígidos padrões de comportamento.
As características mais comuns são:
- Não estabelece contado com os olhos.
- Parece surdo.
- Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente isso é completamente interrompido sem retorno.
- Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros.
- Ataca e fere outras pessoas mesmo que não exista motivos para isso.
- É inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas.
- Ao invés de explorar o ambiente e as novidades restringe-se e fixa-se em poucas coisas.
- Apresenta certos gestos imotivados como balançar as mãos ou balançar-se.
- Cheira ou lambe os brinquedos.
- Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente.
Módulo 2 - Texto de apoio: Educação comunitária e a construção de valores de democracia e de cidadania
As mudanças na organização do trabalho pedagógico das escolas, nos conteúdos acadêmicos, nas metodologias empregadas nas aulas e nas relações entre os membros da comunidade escolar e não-escolar, quando permeadas por temáticas de ética, de democracia e de cidadania, podem contribuir para a construção de valores morais e da justiça social.
A idéia do protagonismo juvenil e a importância de que os estudantes assumam um papel mais ativo no dia a dia da escola e dos processos educativos, torna a escola mais prazerosa, ao mesmo tempo em que impregnada por discussões sobre ética, democracia e cidadania. Nesse sentido, com a participação ativa de estudantes, professores e comunidade, pode-se criar o que pode ser chamado de um ambiente escolar ético que perpassa todos os instantes.
Módulo 2 - Texto de apoio: A generosidade e os sentimentos morais: um estudo exploratório na perspectiva dos modelos organizadores do pensamento
O sujeito, dotado de aspectos racionais e afetivos, (como sentimentos e valores), selecionam do meio conteúdos que lhe parecem mais significativos e rechaça deles o que não acha pertinente. Desses conteúdos abtraídos, o sujeito dão-lhes significados e atribuem relações e implicações. Sendo assim, frente a uma mesma situação, cada sujeito abstrai e significa os elementos que considera relevantes e, ainda mais, tece relações "de sua forma" (entenda-se: de acordo com seus sentimentos, desejos, aspectos cognitivos, entre vários outros que interpenetram configurando o psiquismo humano).
Neste trabalho, chegou-se a conclusão de que os valores se organizam hierarquicamente, de acordo com a sua integração, e de que atuam, como os sentimentos, como reguladores morais.
sábado, 27 de novembro de 2010
Módulo 2 - Vídeo-aula 10: Perspectivas atuais da Educação em Valores
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| O mundo está em nossas mãos! |
A educação em valores visa a construção de sujeitos ativos, protagonistas, que possam agir e modificar a sua realidade.
Através do fórum escolar, pode-se discutir ações mobilizadoras em relação a uma temática que envolve a comunidade em que a escola está inserida, levando, assim, a escola para fora de seus muros, reconhecendo que existem vários problemas para serem estudados.
Trazendo essa temática para sala de aula, pode-se utilizar a transversalidade para estudá-la.
Dessa forma, o conteúdo estudado em sala de aula, pode ser incorporado e utilizado fora da escola, com o reconhecimento por parte do aluno que ele possui um papel muito importante na sociedade, que é um agente modificador e pode encontrar soluções para problemas de sua comunidade.
Módulo 2 - Vídeo-aula 9: Perspectivas atuais das Pesquisas em Psicologia moral
O sujeito tem um papel ativo na construção de valores. Sendo assim, o professor deve trabalhar valores importantes para o convívio em sociedade de forma reflexiva, através de sequências didáticas e projetos que visam a construção desses valores em diversas situações. Nessas sequências, é fundamental explicitar esses sentimentos e valores para a compreensão da regulação exercida por eles. Assim, a escola possibilitará que o indivíduo construa valores centrais e periféricos guiados por um princípio de moralidade.
Módulo 2 - Vídeo-aula 7: Crescimento e desenvolvimento ponderal e hábitos alimentares
Crescimento é uma variável resultante da maturação óssea. Existem três períodos de crescimento: entre 1 e 3 anos (primeira infância); entre 4 e 8 anos (segunda infância) e entre 9 e 17 anos (puberdade).
Na primeira infância há um crescimento mais acelerado. A desaceleração do crescimento ocorre a partir do primeiro ano de vida e vai até o início da puberdade.
A criança cresce progressivamente menos centímetros por ano até os 3 anos passando por um período de crescimento mais estável entre 5 e 10 anos seguindo de um segundo período de desaceleração até a puberdade (curva de velocidade de crescimento).
Estadio puberal nas meninas – primeiro sinal é o aparecimento do botão mamário (telarca), seguido pelo aparecimento dos pêlos pubianos ( pubarca) e por último a primeira menstruação ( menarca). Inicia-se entre 8 e 13 anos.
Estadio puberal nos meninos – o primeiro sinal é o crescimento de testículos seguido de crescimento peniano e de pêlos (pubarca). Inicia-se entre 9 e 14 anos.
O que influencia o crescimento? – a atividade física, o sono (GH é liberado durante o sono profundo), nutrição, doenças crônicas, desnutrição.
O fator genético interfere na estatura final como outros fatores ambientais.
O IMC varia de acordo com a idade. Ao caulcular o IMC, se o percentil for maior que 95, a cç está obesa, entre 85 e 95 com sobrepeso, entre 5 e 85 a criança está com o peso ideal e menor que 5 desnutrida.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Módulo 2 - Texto de apoio: A construção social e psicológica de valores
"Um primeiro aspecto a ser ressaltado é o entendimento de que o fato de termos compreendido o processo de construção de valores como incertos e aleatórios, deve significar que a escola pode buscar estratégias que aumentem a probabilidade de que determinados valores éticos sejam alvo de projeções afetivas positivas de seus alunos e suas alunas e possam se constituir como valores para eles e elas. Ao entender que os valores são construídos a partir das projeções de sentimentos positivos que os sujeitos fazem sobre objetos e/ou pessoas e/ou relações e/ou sobre si mesmo, devemos considerar que a escola preocupada com a educação em valores precisa assumir uma nova forma de organização curricular e das relações em seu interior e com a comunidade de seu entorno." (Ulisses Araújo)
Módulo 2 - Vídeo-aula 6: A construção psicológica de valores
Os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o seu exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre os objetos, e/ou pessoas, e/ou relações, e/ou sobre si mesmo.
Dependendo dos valores com os quais o sujeito constrói sua identidade, e de seu “posicionamento” central ou periférico, aparecerão os sentimentos morais.
Sentimentos morais, como a vergonha e a culpa, exercem o papel de regular as relações intra e interpessoais e são experienciados quando o sujeito age contra os valores que são centrais em sua identidade.
As pessoas podem mudar seus valores; ele reconfigura os valores. Ele pode mudar um valor central para o periférico e vice-versa.
A escola deve trabalhar alguns valores para que sejam centrais na identidade da criança.
Módulo 2 - Vídeo-aula 5: Educação e ética
A educação é uma socialização das novas gerações de uma sociedade e, enquanto tal, conserva os valores dominantes (a moral) naquela sociedade. Toda educação é uma ação de diálogo entre seres humanos Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativo e ao mesmo tempo, eticamente má. Pode ser boa do ponto de vista da moral vigente e má do ponto de vista ético. A educação ética (ou, a ética na educação) acontece quando os valores no conteúdo e no exercício do ato de educar são valores humanos e humanizadores.
A educação para a vida exige dos educadores uma postura de ação com responsabilidade, ou seja, habilidades de oferecer respostas mais adequadas às demandas, à medida que essas se apresentam. O conhecimento atual aponta para atitudes criativas, para a busca de soluções inéditas, para a liderança ética, para o resgate dos valores. O estudo da Ética vai complementar o trabalho formativo que realizamos no dia-a-dia e isso pode ser efetivado através de atividades práticas que possibilitem real vivência dos valores esquecidos por muitos.A Ética, antes de mais nada, deve estar impregnando as ações de cada dia, seja dentro da sala de aula ou fora dela. Nunca se deve perder a oportunidade de formar a mente e o coração dos alunos.
Módulo 2 - Texto de apoio: Saúde do professor
Remédio 1: receber apoio da direção
A presença de diretores e coordenadores pedagógicos dando suporte efetivo à equipe escolar e se co-responsabilizando pelos resultados do ensino é, igualmente, fator de aprimoramento das condições profissionais. Nesses profissionais estão as respostas para dificuldades que vão de questões pedagógicas a problemas de relacionamento.
Remédio 2: manter-se em constante formação
Os conhecimentos sobre didática avançam; a necessidade de se manter atualizado é constante; as salas de aula estão se tornando inclusivas; a sociedade exige cada vez mais da escola; e, por fim, há um abismo entre a formação e a prática do Magistério. A pressão e a ansiedade para se adequar a tudo isso muitas vezes dão origem a doenças, mal-estar e tensão.
Remédio 3: dispor de horários para estudo e lazer
Uma boa forma de reduzir o cansaço físico e mental e ainda melhorar os resultados de aprendizagem dos alunos é ter tempo para estudar, planejar e reunir-se com os colegas, sem esquecer os momentos de diversão e lazer.
Remédio 4: poder contar com o apoio dos colegas
O trabalho em equipe é um tema que deveria ser mais valorizado pelos gestores, pois quando há conversas e atividades coletivas, os profissionais e suas ações ficam mais fortalecidos. Se a troca de informações se torna prioridade no dia-a-dia da escola, surge em cada um o sentimento de que suas idéias são úteis para a produção social.
Remédio 5: manter a indisciplina sob controle
A dificuldade de relacionar-se com crianças e jovens em classe é a maior queixa dos professores. O professr deve se adequar para poder contornar a indisciplina, através de atualizações de estratégias.
Remédio 6: ter boas condições de trabalho
O espaço da escola afeta tanto o cotidiano dos professores quanto o dos alunos. A precariedade das condições físicas dificulta as aulas, tornando-as desgastantes e reduzindo a produtividade. Mobiliário inadequado ou classes sem boa ventilação, iluminação ou acústica podem causar ou agravar problemas de saúde, como os osteomusculares ou de voz.
Remédio 7: estar por dentro do projeto pedagógico
Ter clareza sobre o que será ensinado é condição para que os docentes executem bem sua função em classe. Apresentar esses conteúdos é papel das diretrizes curriculares. Quando há referências e metas, o professor toma decisões com maior segurança, e isso tem impacto na qualidade da Educação.
Remédio 8: ser prestigiado
O apoio da sociedade aos educadores está diminuindo. É o que sente um terço dos professores brasileiros, segundo a pesquisa NOVA ESCOLA e Ibope. Isso acaba afetando seu bem-estar e seu desempenho em sala de aula. A progressiva desqualificação e o não-reconhecimento social potencializam o sofrimento dos docentes, assinala Mary Yale Rodrigues Neves, da Universidade Federal da Paraíba. Quando se fala em valorização social, o sentido não deve ser apenas retórico, e deve incluir homenagens e discursos em favor do Magistério. Essa é a opinião de Inês Teixeira, da UFMG. A valorização tem de ser real. Profissional reconhecido é aquele que dispõe de boas condições para exercer sua função no dia-a-dia, salário compatível com o que se espera dele e políticas públicas que cuidem de sua formação e sua saúde.
domingo, 21 de novembro de 2010
Módulo 2 - Texto de apoio: Saúde na escola
"A saúde, entendida como um processo qualitativo que diz respeito ao funcionamento integral do organismo — somático e psíquico, biológico e social — não é mais entendida como sinônimo de ausência de doença. Caminhar em direção à saúde é promover meios para que cada indivíduo possa traçar um caminho pessoal e original em direção ao bem-estar físico, psíquico e social, participando ativamente do controle sobre as condições de saúde da sociedade. Para isso, faz-se necessário o desenvolvimento de um conjunto de recursos objetivos e subjetivos, que permita ao sujeito estabelecer uma inter-relação positiva com a situação social em que vive e com as contradições e dificuldades enfrentadas no cotidiano. A saúde implica, portanto, a valorização da vitalidade física, mental e social para a atuação frente às permanentes transformações pessoais e sociais, frente aos desafios e conflitos" (Dejours, 1986).
Módulo 2 - Vídeo-aula 3: Introdução: Saúde na escola
| A obesidade infantil é um aspecto preocupante dentro da saúde escolar |
Nesta vídeo-aula foi apresentado o resumo do que será abordado neste módulo. O professor nos trouxe uma tabela sobre mortalidade e falou brevemente sobre diversos temas: saúde do professor, obesidade, bullying, etc.
Abaixo, segue uma tabela que pode ser trabalhada em sala de aula sobre taxas de mortalidade no Brasil:
Proporção das principais causas de morte, por Grandes Regiões, segundo as principais causas de morte -2005
Principais causas de morte | Proporção da mortalidade (%) | |||||
Brasil | Grandes Regiões | |||||
Norte | Nordeste | Sudeste | Sul | Centro-Oeste | ||
Total | 100,0 | 100,0 | 100,0 | 100,0 | 100,0 | 100,0 |
Doenças infecciosas e parasitárias | 4,6 | 6,3 | 4,8 | 4,6 | 3,8 | 5,1 |
Neoplasias (Tumores) | 14,7 | 10,7 | 11,1 | 15,7 | 18,9 | 13,9 |
Doenças aparelho circulatório | 28,3 | 20,1 | 25,8 | 29,8 | 30,4 | 28,8 |
Doenças do aparelho respiratório | 9,7 | 8,8 | 7,6 | 10,5 | 10,8 | 9,7 |
Afecções período perinatal | 3,0 | 6,1 | 4,3 | 2,2 | 2,0 | 3,4 |
Malformações congênitas | 1,0 | 1,6 | 1,1 | 0,8 | 0,9 | 1,4 |
Mal definidas | 10,3 | 17,8 | 17,2 | 8,0 | 5,8 | 5,2 |
Causas externas | 12,5 | 15,8 | 12,4 | 11,9 | 12,0 | 16,8 |
Outras causas | 15,9 | 12,9 | 15,8 | 16,5 | 15,5 | 15,7 |
Fonte: Ministério da Saúde
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