sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Vídeo-aula 22: AVC

Texto de Apoio: GÊNERO, ÉTICA E SENTIMENTOS:A resolução de conflitos no campo da educação



"Diante dos conflitos de gênero que permeiam a nossa sociedade, é necessário um intervenção escolar para buscar a resolução desse tipo de problema. Esses padrões da sociedade atual, que visam a exclusão e a invisibilidade das mulheres, deve ser levada para debates e salas de aula, par que os educandos revejam seus valores e busquem diferentes olhares.É preciso aprender a pensar nas pessoas." 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vídeo-aula 21: Prática de projetos e transversalidade em sala de aula: questões de gênero no cotidiano escolar


“Existe uma necessidade de se trabalhar questões de gênero na escola, pois ainda predomina a visão de masculinidade através da violência, em oposição a uma feminilidade  onde a mulher é vista ligada à sensibilidade, discrição e fragilidade. Ao quebrar estes estigmas estaremos construindo um escola democrática que respeite a diversidade da sociedade.”

Vídeo-aula 20: Sentimentos e afetos como tema transversal

"O trabalho de sentimentos e afetos como tema transversal é importante para a construção da cidadania, promovendo o desenvolvimento interior de valores, a autoestima e o autoconhecimento.  Partindo de situações do cotidiano, os alunos devem reconhecer que temos uma grande responsabilidade sobre o bem-estar em nosso meio de convívio."

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

UNIVESP TV – Dislexia

Vídeo-aula 19: Outros transtornos neurológicos comuns: Dislexia

Vídeo-aula 18: Doenças neurológicas: panorama geral



Doenças Neurológicas: A Neurologia é a especialidade que cuida de doenças do cérebro, medula, nervos e musculos. O Neurologista clínico é o médico que se dedica ao estudo e tratamento das problemas do sistema nervoso. As doenças mais comuns tratadas pelo neurologista são as cefaléias, enxaqueca. O médico neurologista trata também de outras doenças,que chegam ao consultório de neurologia,que são, além das dores de cabeça (cefaléia), doenças cerebro-vasculares, AVCs (conhecidas como “derrames”), os distúrbios do movimento (como tremores e Doença de Parkinson), as epilepsias, as demências (como a doença de Alzheimer), as doenças desmielinizantes (como a Esclerose Múltipla), as neuropatias,tonturas, perda de força, perda de sensibilidade, formigamentos, desmaios, perda de memória, alterações da fala e do comportamento,distúrbios do sono como a insônia. O neurologista tem interface com a psiquiatria e pode tratar de casos de depressão, ansiedade, pânico, fobias, bipolar, dependendo da formação do profissional.

DOENÇA DE PARKINSON

Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, idiopática (sem causa conhecida), raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente, se caracterizando por:

Rigidez muscular
Tremor de repouso
Hipocinesia (diminuição da mobilidade)
Instabilidade postural.

A anomalia principal consiste numa perda de neurônios de uma área específica do cérebro que produzirá a diminuição de uma substância chamada dopamina, alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários).Esta doença é insidiosa, podendo começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo, movimentos lentos (bradicinesia).A voz poderá ser monótona, escorrendo com facilidade saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a facial, é lustrosa e seborréica.A marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos, tronco inclinado e, em casos avançados a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair (festinação). Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento.Os tremores, que são involuntários, em uma ou em várias partes do corpo, se caracterizam pelos três “R” – Regular, Rítmico e de Repouso. Também se caracterizam por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando sobretudo nas mãos.Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes ininteligível.
Diagnóstico:
O diagnóstico na fase inicial, muitas vezes não é fácil, sendo que, como decostume, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas. Os sintomas acima referidos podem ser devidos a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas, flunarizina), porém, nesse caso, não costumam ser tão intensos.
Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, infartos cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não cura.

ESCLEROSE MÚLTIPLA


A esclerose múltipla é uma doença inflamatória, que afeta a capa de mielina responsável pela condução nervosa, reconhecida como a substância branca do sistema nervoso. A doença se caracteriza por um acometimento em diferentes partes do cérebro e da medula espinal e também em diferentes momentos, e assim é denominada de disseminação no tempo e no espaço, condição pela qual se estabelece o diagnóstico definitivo. Os sinais e sintomas não podem ser explicados por uma única lesão e o seu curso clínico é caracterizado mais frequentemente por surtos, seguidos de períodos de remissões.Não é uma doença fatal e muitos pacientes levam uma vida normal. Porém a presença de novos sintomas e a somatória de antigos sintomas, além da evolução incerta, pode interferir de varias maneiras na vida do paciente.Apesar de existirem muitas dúvidas sobre a origem da esclerose múltipla, muito já se sabe sobre a imunologia da doença, o que tem possibilitado a descobertade medicamentos que controlam sua evolução e com certeza em breve, o seu completo domínio.
Não é uma doença mental.
Não é contagiosa.
Não é suscetível de prevenção e não tem cura.
A Esclerose Múltipla é uma das doenças mais comuns do SNC (Sistema Nervoso Central: cérebro e medula espinhal) em adultos jovens. De causa ainda desconhecida, foi descrita inicialmente, em 1868, pelo neurologista francês Jean Martin Charcot, que a denominou “Esclerose em Placas”, descrevendo áreas circunscritas endurecidas que encontrou (em autópsia) disseminada pelo SNC de pacientes. É caracterizada também como doença desmielinizante, pois lesa a mielina, prejudicando a neurotransmissão. A mielina é um complexo de camadas lipoproteicas formado no início do desenvolvimento pela oligodendroglia no SNC, a qual envolve e isola as fibras nervosas (axônios), permitindo que os nervos transmitam seus impulsos rapidamente, ajudando na condução das mensagens que controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do organismo. Na Esclerose Múltipla, a perda de mielina (desmielinização) interfere na transmissão dos impulsos e isto produz os diversos sintomas da doença. Descobertas recentes indicam que os axônios sofrem dano irreversível em conseqüência do processo inflamatório, o que contribui para uma deficiência neurológica e, a longo prazo, para a invalidez. Os pontos onde se perde mielina (placas ou lesões) surgem como zonas endurecidas (tipo cicatrizes), que aparecem em diferentes momentos e zonas do cérebro e da medula espinhal. Literalmente, Esclerose Múltipla, significa episódios que se repetem várias vezes. Até certo ponto, a maioria dos pacientes se recupera clinicamente dos ataques individuais de desmielinização, produzindo-se o curso clássico da doença, ou seja, surtos e remissões. Os dados obtidos em pesquisas realizadas e atualmente disponíveis podem oferecer apoio para o diagnóstico clínico e laboratorial, mas ainda são insuficientes para definir de imediato se a pessoa é ou não portadora de Esclerose Múltipla, uma vez que os sintomas se assemelham a outros tipos de doenças neurológicas.
Não existe cura para a Esclerose Múltipla. No entanto, muito pode ser feito para ajudar as pessoas portadoras de Esclerose Múltipla a serem independentes e a terem uma vida confortável e produtiva.

DOENÇA DE ALZHEIMER

A Doença de Alzheimer é uma doença do cérebro, degenerativa, isto é, que produz atrofia, progressiva, com início mais freqüente após os 65 anos, que produz a perda das habilidades de pensar, raciocinar, memorizar, que afeta as áreas da linguagem e produz alterações no comportamento.
As causas da Doença de Alzheimer ainda não estão conhecidas, mas sabe-se que existem relações com certas mudanças nas terminações nervosas e nas células cerebrais que interferem nas funções cognitivas. Alguns estudos apontam como fatores importantes para o desenvolvimento da doença:
Aspectos neuroquímicos: diminuição de substâncias através das quais se transmite o impulso nervoso entre os neurônios, tais como a acetilcolina e noradrenalina.
Aspectos ambientais: exposição/intoxicação por alumínio e manganês.
Aspectos infecciosos: como infecções cerebrais e da medula espinhal.
Pré-disposição genética em algumas famílias, não necessariamente hereditária.
Sintomas:
“Eu vivo me esquecendo…”
“Não me lembro onde deixei…”
“Doutor, facilmente esqueço dos números de telefone e de pagar contas.”
“Doutor, minha mãe esqueceu meu aniversário…Doutor, meu pai se perdeu…”
São esses os tipos de queixas que se ouvem, às quais geralmente os amigos e familiares reportam como “coisas da idade”. Entretanto, se alguma pessoa de suas relações esquecer o caminho de casa ou não se lembra de jeito algum, ou só com muito esforço, de um fato que aconteceu, procure um médico. Pode não ser algo importante, entretanto pode ser também um início da Doença de Alzheimer que não tem cura, mas cujo tratamento precoce atrasa o desenvolvimento da doença, produz alguma melhora na memória, torna mais compreensível as mudanças que vão ocorrer na pessoa e melhora a convivência com o doente.
Na fase inicial da doença, a pessoa afetada mostra-se um pouco confusa e esquecida e parece não encontrar palavras para se comunicar em determinados momentos; às vezes, apresenta descuido da aparência pessoal, perda da iniciativa e alguma perda da autonomia para as atividades da vida diária.
Na fase intermediária necessita de maior ajuda para executar as tarefas de rotina, pode passar a não reconhecer seus familiares, pode apresentar incontinência urinária e fecal; torna-se incapaz para julgamento e pensamento abstrato, precisa de auxílio direto para se vestir, comer, tomar banho, tomar suas medicações e todas as outras atividades de higiene. Pode apresentar comportamento inadequado, irritabilidade, desconfiança, impaciência e até agressividade; ou pode apresentar depressão, regressão e apatia.
No período final da doença, existe perda de peso mesmo com dieta adequada; dependência completa, torna-se incapaz de qualquer atividade de rotina da vida diária e fica restrita ao leito, com perda total de julgamento e concentração. Pode apresentar reações a medicamentos, infecções bacterianas e problemas renais. Na maioria das vezes, a causa da morte não tem relação com a doença e sim com fatores relacionados à idade avançada.

EPILEPSIA / CONVULSÃO

Epilepsia é uma doença neurológica crônica, podendo ser progressiva em muitos casos, principalmente no que se relaciona a alterações cognitivas, freqüência e gravidade dos eventos críticos. É caracterizada por crises convulsivas recorrentes, afetando cerca de 1% da população mundial.
Uma crise convulsiva é uma descarga elétrica cerebral desorganizada que se propaga para todas as regiões do cérebro, levando a uma alteração de toda atividade cerebral. Pode se manifestar como uma alteração comportamental, na qual o indivíduo pode falar coisas sem sentido, por movimentos estereotipados de um membro, ou mesmo através de episódios nos quais o paciente parece ficar "fora do ar", no qual ele fica com o olhar parado, fixo e sem contato com o ambiente.
A descarga elétrica neuronal anômala que geram as convulsões podem ser resultante de neurônios com atividade funcional alterada (doentes), resultantes de massas tumorais, cicatrizes cerebrais resultantes de processos infecciosos (meningites, encefalites),isquêmicos ou hemorrágicos (acidente vascular cerebral), ou até mesmo por doenças metabólicas (doenças do renais e hepáticas), anóxia cerebral (asfixia) e doenças genéticas. Muitas vezes, a origem das convulsões pode não ser estabelecida, neste caso a epilepsia é definida como criptogênica.
O mecanismo desencadeador das crises pode ser multifatorial. Em muitas pessoas, as crises convulsivas podem ser desencadeadas por um estímulo visual, auditivo, ou mesmo por algum tipo específico de imagem. Nas crianças, podem surgir na vigência de febre alta, sendo esta de evolução benigna, muitas vezes não necessitando de tratamento.
Nem toda crise convulsiva é caracterizada como epilepsia. Para tal, é preciso que o indivíduo tenha apresentado, no mínimo, duas ou mais crises convulsivas no período de 12 meses, sem apresentar febre, ingestão de álcool , intoxicação por drogas ou abstinência, durante as mesmas.
Sintomas:
A sintomatologia apresentada durante a crise vai variar conforme a área cerebral em que ocorreu a descarga anormal dos neurônios. Pode haver alterações motoras, nas quais os indivíduos apresentam movimentos de flexão e extensão dos mais variados grupos musculares, além de alterações sensoriais, como referidas acima, e ser acompanhada de perda de consciência e perda do controle esfincteriano.
As crises também podem ser precedidas por uma sintomatologia vaga, como sensação de mal estar gástrico, dormência no corpo, sonolência, sensação de escutar sons estranhos, ou odores desagradáveis e mesmo de distorções de imagem que estão sendo vistas.
A grande maioria dos pacientes, só percebem que foram acometidos por uma crise após recobrar consciência, além disso podem apresentar, durante este período, cefaléia, sensibilidade à luz, confusão mental, sonolência, ferimentos orais (língua e mucosa oral).

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

O acidente vascular cerebral é uma doença caracterizada pelo início agudo de um deficit neurológico (diminuição da função) que persiste por pelo menos 24 horas, refletindo envolvimento focal do sistema nervoso central como resultado de um distúrbio na circulação cerebral; começa abruptamente, sendo o deficit neurológico máximo no seu início podendo progredir ao longo do tempo.
O termo ataque isquêmico transitório (AIT) refere-se ao deficit neurológico transitório com duração de menos de 24 horas até total retorno à normalidade; quando o deficit dura além de 24 horas, com retorno ao normal é dito como um deficit neurológico isquêmico reversível (DNIR).
Podemos dividir o acidente vascular cerebral em duas categorias:
O acidente vascular isquêmico consiste na oclusão de um vaso sangüíneo que interrompe o fluxo de sangue a uma região específica do cérebro, interferindo com as funções neurológicas dependentes daquela região afetada, produzindo uma sintomatologia ou deficits característicos.
No acidente vascular hemorrágico existe hemorragia (sangramento) local, com outros fatores complicadores tais como aumento da pressão intracraniana, edema (inchaço) cerebral, entre outros, levando a sinais nem sempre focais.
Vários fatores de risco são descritos e estão comprovados na origem do acidente vascular cerebral, entre eles estão: a hipertensão arterial, doença cardíaca, fibrilação atrial, diabete, tabagismo, hiperlipidemia. Outros fatores que podemos citar são: o uso de pílulas anticoncepcionais, álcool, ou outras doenças que acarretem aumento no estado de coagulabilidade (coagulação do sangue) do indivíduo.
Sintomas:
Geralmente vai depender do tipo de acidente vascular cerebral que o paciente está sofrendo: isquêmico? hemorrágico? Sua localização, idade, fatores adjacentes.
Fraqueza: O início agudo de uma fraqueza em um dos membros (braço, perna) ou face é o sintoma mais comum dos acidentes vasculares cerebrais. Pode significar a isquemia de todo um hemisfério cerebral ou apenas de uma pequena e específica área. Podem ocorrer de diferentes formas apresentando-se por fraqueza maior na face e no braço que na perna; ou fraqueza maior na perna que no braço ou na face; ou ainda a fraqueza pode se acompanhar de outros sintomas. Estas diferenças dependem da localização da isquemia, da extensão e da circulação cerebral acometida.
Distúrbios Visuais: A perda da visão em um dos olhos, principalmente aguda, alarma os pacientes e geralmente os leva a procurar avaliação médica. O paciente pode ter uma sensação de "sombra'' ou "cortina" ao enxergar ou ainda pode apresentar cegueira transitória (amaurose fugaz).
Perda sensitiva: A dormência ocorre mais comumente junto com a diminuição de força (fraqueza), confundindo o paciente; a sensibilidade é subjetiva.
Linguagem e fala (afasia): É comum os pacientes apresentarem alterações de linguagem e fala; assim alguns pacientes apresentam fala curta e com esforço, acarretando muita frustração (consciência do esforço e dificuldade para falar); alguns pacientes apresentam uma outra alteração de linguagem, falando frases longas, fluentes, fazendo pouco sentido, com grande dificuldade para compreensão da linguagem. Familiares e amigos podem descrever ao médico este sintoma como um ataque de confusão ou estresse.
Convulsões: Nos casos da hemorragia intracerebral, do acidente vascular dito hemorrágico, os sintomas podem se manifestar como os já descritos acima, geralmente mais graves e de rápida evolução. Pode acontecer uma hemiparesia (diminuição de força do lado oposto ao sangramento) , além de desvio do olhar. O hematoma pode crescer, causar edema (inchaço), atingindo outras estruturas adjacentes, levando a pessoa ao coma. Os sintomas podem desenvolver-se rapidamente em questão de minutos.

Vídeo-aula 17: Pedagogia de projetos

Vídeo-aula 16: Crescimento, maturação e plasticidade do SN


Vídeo-aula 15: Ritmos biológicos, ciclo sono-vigília

Vídeo-aula 14: Projetos


“O projeto é importante para definirmos metas e objetivos. Além disso, através do projeto organizamos nossas ações e os passos a serem dados. Pode acontecer do projeto não dar certo, mas sempre podemos reorganizá-lo de acordo com as necessidades dos alunos e as eventuais dificuldades que surgem pelo caminho, sempre com o objetivo de que o aluno construa seu conhecimento. ”

domingo, 19 de setembro de 2010

Vídeo-aula 13: Conhecimento em rede

“A imagem de rede é a melhor forma de visualizar a forma que se deseja trabalhar na Educação. A rede nos trás a idéia de conexão. A partir de um tema gerador vai se ligar as diversas áreas de conhecimento.
A rede de conhecimento veio para substituir a idéia de encadeamento de Descartes, em que ele diz que ao estudarmos determinado assunto, devemos partir do simples em direção ao complexo.
O conhecimento em rede não possui um centro; cada conexão é importante para a compreensão do tema como um todo. Todos nós navegamos pela mesma rede de significados, mas cada um parte de um ponto de interesse que a partir do qual o conhecimento se alastra.”

Vídeo-aula 12: Aprendizagem

Vídeo-aula 11: Memória

Vídeo-aula10: Transversalidade e interdisciplinaridade na educação


 O papel principal da escola é nos mostrar os caminhos do conhecimento para podermos entender, interpretar o mundo. Como disse o professor Nilson José Machado: "A gente vai pra escola pra aprender a ler o mundo. Começa lendo um texto, mas ler, compreender, mas é ler e compreender o mundo". Para isso é necessário que a abordagem em sala de aula seja significativa para o aluno, que os temas estejam próximos a sua realidade. E isso pode ser conquistado através da transdisciplinaridade.

Vídeo-aula 9: Ciência e educação

“A ciência é uma grande ferramenta que nos permite entender melhor a complexidade da sociedade em que vivemos; nos permite, também, a questionar, a cogitar, a procurar respostas. Em suma, é essencial o uso da ciência para a leitura do mundo.”

Vídeo-aula 8: métodos investigativos em neurociências

Clique aqui e veja uma apresentação em power point com imagens de métodos investigativos.

Víde-aula 7: Neuroanatomia funcional do sistema nervoso

Vídeo-aula 6: Temas transversais em educação


O modelo de transvesalidade que buscamos deve conectar todas as disciplinas, de forma que cada uma delas seja importante para a contemplaçãoe compreensão do todo. Esse modelo de trandiciplinaridade é como se fosse um fractal, com uma rede infinita de ligações.

Vídeo-aula 5: O conceito de transversalidade




“O crescimento contemporâneo dos saberes não tem precedentes na história humana. Exploramos escalas outrora inimagináveis: do infinitamente pequeno ao infinitamente grande, do infinitamente curto ao infinitamente longo. A soma dos conhecimentos sobre o Universo e os sistemas naturais, acumulados durante o século XX, ultrapassa em muito tudo aquilo que pôde ser conhecido durante todos os outros séculos reunidos. Como se explica que quanto mais sabemos do que somos feitos, menos compreendemos quem somos? Como se explica que a proliferação acelerada das disciplinas torne cada vez mais ilusória toda unidade do conhecimento? Como se explica que quanto mais conheçamos o universo exterior, mais o sentido de nossa vida e de nossa morte seja deixado de lado como insignificante e até absurdo? A atrofia do ser interior seria o preço a ser pago pelo conhecimento científico? A felicidade individual e social, que o cientificismo nos prometia, afasta-se indefinidamente como uma miragem.”
Basarab Nicolescu

UNIVESP TV – Neurociências: conceitos gerais

· O vídeo fala sobre o conceito de neurociências, enfatizando tudo que já foi visto.
· O vídeo enfatiza a neuroimagem, que foi fundamental para o avanço nos estudos da neurociência.
· A epilepsia é causada por uma descarga elétrica sobrecarregada de um neurônio doente, passando essa descarga elétrica para os neurônios vizinhos.
· Na maior parte das vezes a epilepsia tem tratamento, mas a grande maioria dos pacientes não recebem tratamento adequado.

Vídeo-aula 4:Neuroanatomia funcional do sistema nervoso (SN): Organização do SN: linguagem e memória

· O SN é dividido em sistema nervoso central e periférico.
· O SN Periférico é uma rede de neurônios que mandam sinais e informações do meio externo para o SN onde essas informações são integradas.
· O SN Central é composto pelo cérebro, cerebelo e a medula espinhal.
· O cérebro é o órgão central do SN. Ele recebe informações vindas do meio externo e as interpreta. Ele recebe as informações, processa e devolve a ação que devemos tomar.
· O lado direito do cérebro é mais raciocínio lógico; já o lado esquerdo é mais verbal.
· Lobo frontal: funções cognitivas, ações futuras, movimento.
· Lobo parietal: sensação tátil, imagem corporal, localização espacial.
· Lobo temporal: aprendizagem, memória, audição.
· Lobo occipital: visão.
· O cerebelo tem como função principal o controle do movimento.
· Medula espinhal: conduz os impulsos nervosos. Coordena os movimentos voluntários e os atos reflexos.
· Unidades de funcionamento do SN: são as células nervosas (neurônios e células gliais).
· Os neurônios conduzem as informações.
· Sinapse: região de comunicação entre os neurônios.
· As substâncias responsáveis pela sinapse são chamadas neurotransmissores.
· Células gliais: são células que ficam entre os neurônios, dando suporte e deixando-os no lugar.

Vídeo-aula 3: Neurociências e doenças neurológicas

Neurociência é o termo que se refere ao estudo do sistema nervoso de maneira ampla. Ela compreende: neurociência molecular, neurociência celular, neurociência sistêmica, neurociência comportamental e neurociência cognitiva.
História da neurociência
· Séc. XIX – Frenologia (f. J. Gall): Dividiu o cérebro em 35 regiões imaginárias, e cada uma dessas regiões possuíam uma função específica. Dependendo do uso de cada função, ele podia modificar o formato do crânio, podia fazer o cérebro crescer.
· Campo agregado – Pierre Flourens: rejeitou a idéia de Gall e disse que todas as regiões do cérebro estão agregadas.
· Volta da visão localizacionista – J. H. Jackson: Estudou pessoas com lesões no cérebro, principalmente com epilepsia e percebeu que as pessoas possuem os mesmos comportamentos durante as convulsões. Fez a organização topográfica do cérebro, em que cada região era responsável por um movimento do corpo.
· Paul Broca (1861) e Carl Wernicke (1876): Estudaram a linguagem. Eles descobriram as regiões do cérebro para a capacidade de falar e para a capacidade de compreender a fala (duas regiões distintas).
· E. Hitzig e G. Fritsch (1870): Fizeram um estudo com cães analisando seus cérebros. Eles estimulavam certas regiões que ocasionavam movimentos característicos. Eles foram neuroanatomistas, fazendo uma análise mais detalhada do córtex e da sua organização celular.
· K. Broadmann : Analisou a organização celular do córtex e o dividiu em 52 partes diferentes. Cada região corresponde a uma função específica.
· C. Golgi: Com o método da coloração prata, ele pode estudar a estrutura das células nervosas. Observou a estrutura única dos neurônios e pode ver também a transmissão de impulsos elétricos que ocorre dos dendritos para o axônio.
· Doutrina neuronal – Cajal: Viu que o sistema nervoso é composto por bilhões de neurônios distintos e que eles comunicam-se entre si através da sinapse. Através da técnica de microscopia ele pode ver a membrana que envolve os neurônios; viu também as partes do neurônio, que se divide em corpo celular, dendritos e axônio.
· J. E. Purkinje: inventou o estroboscópio e através dele ele pode descrever o primeiro neurônio no SN. Descobriu as células Purkinje no cerebelo.
· Sigmund Freud: Estudou a anatomia microscópica e reforçou a idéia de que neurônio é uma unidade separada e distinta de funcionamento do sistema nervoso.
· Hermann Ludwig Helmholtz: Criou o aparelho de Helmholtz que permitia medir a velocidade da condução nervosa.
· O SN é um mosaico de regiões, cada um com uma função específica com um grau de interação muito grande; não há uma função mental pura.

UNIVESP TV – Transversalidade e interdisciplinaridade na educação

· A interdisciplinaridade para que houvesse relações mais fortes entre as disciplinas; a realidade não é disciplinar.
· A transversalidade trata de temas que não cabem em nenhuma disciplina, como valores, por exemplo.
· A vídeo-aula falou sobre o projeto transversal realizados por escolas municipais de Campinas junto com a Unicamp sobre o ribeirão Anhumas.
· René Descartes foi um dos precursores da divisão do conhecimento em disciplinas. Em seu livro, “O Método” ele diz que para analisar um fenômeno, deve-se dividi-lo em várias partes, começa-se a estudar pelas partes mais simples, para depois estudar o mais complexo.
· Edgar Morin condena esse método, pois ele nos ensina a separar, mas não a reconectar as partes.

Vídeo-aula 2: Os caminhos da interdisciplinaridade

· Disjunção – separação entre os diversos tipos de conhecimento. Criação de disciplinas.
· Redução – do complexo ao simples. Analisa-se a parte como se fosse o todo.
· Abstração – Matematização e formalização da ciência.
· O paradigma de simplificação trouxe a vantagem da divisão do trabalho, da produção de novos conhecimentos e a elucidação de inúmeros fenômenos. Permitiu ao ser humano tentar dominar e controlar a natureza, e foram inequivocadamente eficazes para o progresso científico e para a melhoria das condições de vida da população entre os séculos XVII e XX. (Edgar Morin).
· Não podemos dizer que uma disciplina é mais importante que a outra; todas se complementam; o mais impotante é o Todo.
Superação da disciplinaridade
· Transdiciplinaridade – refere-se a temáticas que ultrapassam a própria articulação entre as disciplinas.
· Multidisciplinaridade – ocorre quando um determinado fenômeno a ser analisado solicita o aporte de várias disciplinas para explicá-lo. No entanto, essas disciplinas não dialogam entre si.
· Interdisciplinaridade – é um fenômeno comum a duas ou mais disciplinas ou campos de conhecimento, mas em seu estudo, os participantes estabelecem diálogo entre si.

Vídeo-aula 1: As Revoluções Educacionais

1ª Revolução
· A primeira revolução educacional ocorreu a 2500 anos atrás aproximadamente; nas cortes dos faraós egípcios foram criadas as primeiras “casas de instrução”, onde os filhos dos faraós e sacerdotes estudavam.
· Durante a primeira revolução, a relação educacional era de um professor para um aluno.
· Em um período de aproximadamente 2000 anos a escola deteve esse formato, e a educação era destinada apenas para a aristocracia.
2ª Revolução
· A segunda revolução ocorreu por volta dos séculos XVII e XVIII, quando alguns países europeus começaram a se consolidar como Estado.
· O Decreto do rei Frederico Guilherme II (Prússia, 1787), determinou q a educação deve ser pública e responsabilidade do Estado. Foi a primeira vez na História que foi estabelecido que a educação é responsabilidade do Estado.
· Nesse período foi criado o formato de escola q prevalece nos dias atuais, no qual há um professor para vários alunos.
· O professor é o detentor do conhecimento que deve transmiti-lo para quem não sabe.
· No século XIX a escola pública era excludente; não estudava mulheres, as salas de aula tinham poucos alunos.
· A escola atingia apenas 10% da população.
· Se o aluno fugisse do padrão de homogenização (hiper-ativo, fosse mais lento, etc) ele era expulso da escola.
3ª Revolução
· Início do século XX.
· Universalização do acesso à educação.
· Hoje é necessário a universalização por questão da globalização. A maioria dos setores precisa de pessoas instruídas.
· Inclusão das diferenças.
· Devemos conciliar acessibilidade, com equidade e com qualidade. Esse é o grande desafio dos professores de hoje.

Sobre o blog

Este blog foi criado com o objetivo de postar as minhas reflexões sobre as vídeos-aulas do curso "Ética, Valores e Saúde na Escola" realisado pela UNIVESP e EACH - USP.
Além disso, o blog busca levar novas visões educacionais a professores que se interessam pelos assuntos que aqui serão postados.