Toda leitura é um aprendizado à distância: uma forma de aproximação de diversas realidades. E toda aprendizagem é também uma leitura, a medida que vamos aprendendo com experiências estamos exercitando nossa capacidade de interpretação, que na verdade é “ler o mundo”.
Hoje, no Brasil:
· O brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano.
· O Brasil tem uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes.
· Quase 70% das escolas publicas não tem sequer uma biblioteca.
Marie Helena Martins disse: “há poucas referências a professores que demonstrem uma ligação especial com livros e leitura [...] Intuem a distância dos professores da prática pessoal da leitura, o que nos parece proporcional as dificuldades destes de exercerem a função de mediadores: sobra-lhes a tarefa de obrigar os alunos a ler.”
Quando falamos de educação para a leitura devemos pensar na formação profunda, ou até mesmo literária do professor; que ele saiba ler nas linhas e nas entrelinhas. Isso é importante não só para interpretar os livros, mas para interpretar a própria vida dos alunos. Na leitura das entrelinhas podemos captar o sentido não evidente das realidades.
A experiência da leitura pode questionar, ampliar, revolucionar, aperfeiçoar nossa visão de mundo. E nos fazer criar um sistema pessoal de convicções.
Quando nos tornamos leitores interessados e interessantes procuramos nos textos o assunto vital, aquele que nos dá sentido à vida.
Nenhum comentário:
Postar um comentário