Nós primeiro lemos, interagimos com o texto da vida; no segundo momento e simultaneamente, refletimos, pensamos e assimilamos; logo na sequência estamos criando, sendo autores.
Quando eu crio um sistema pessoal de convicções tenho que expressar. A fala e a linguagem estão muito unidas ao pensamento.
Quando expressamos nossas ideias nossos pensamentos, expressamos como autores.
A autoria está muito ligada ao exercício da liberdade. O criador é livre. O criador cria as próprias regras do seu fazer.
O professor que está acorrentado a uma série de obrigações, que o impedem de dizer o que pensa, de tomar decisões que mudem um pouco a orientação, isso recairá sobre os alunos.
Autonomia docente não se conquista sem um estilo de ensinar. Vamos conquistando isso na medida em que trabalhamos e adquirimos espaço com o nosso estilo, com a nossa própria personalidade.
Pedro Demo disse: “O mínimo que se exige é que cada professor elabore com a mão própria a matéria que ministra. Tal elaboração será uma síntese barata, se for reprodutiva, mas será criativa, se acolher tonalidade própria reconstrutiva.” É preciso surpreendermo-nos e surpreender os outros para sairmos da comodidade e criar novos âmbitos.
Outro aspecto importante que envolve a educação é a internet. Grande parte de nossos alunos nasceram na era da informática. Não podemos ignorar isto e deixar passar despercebido. Devemos expor nossas ideias, criar blogs, fazer parte de redes sociais para entender melhor o jovem com o qual trabalhamos. Devemos fazer parte do processo que o nosso aluno é constituinte.
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