segunda-feira, 9 de maio de 2011

MÓDULO III - Vídeo-aula 28: O professor não pode estar só: O espaço interdisciplinar

A inclusão na sala de aula, muitas vezes o professor encontra-se só, sendo um professor para quarenta alunos, com uma aula programada, com diferentes modos de aprender e diferentes modos de se comportar. Isso gera frustrações ao professor e a percepção da inequação do aluno no ambiente da sala de aula.

O professor sozinho, ainda que busque ajuda na equipe escolar de apoio – a qual muitas vezes não entende dispor de recursos para atuar efetivamente na situação – vê o seu esforço e o seu recurso esgotado no âmbito educacional e chega à conclusão de que aquela escola, aquele grupo já não pode fazer mais nada para aquele aluno. Assim torna-se natural compreender que o aluno não tem recursos para estar ali.

A equipe escolar é um grupo que deve dar apoio ao professor. Ela deve garantir uma escola organizada e inclusiva, realizar encaminhamentos e solicitar serviços e realizar a busca e acesso a suportes, identificação de recursos existentes na comunidade, estabelecimento de parcerias, convênios ou quaisquer outras formas de ação conjunta.

Quem também deve fazer parte do processo inclusivo é a equipe interdisciplinar. A possibilidade de discussão com os profissionais de Psicologia, da Assistência Social, o acesso dos profissionais da saúde que possam fazer diagnósticos e que realizam o acompanhamento desses alunos e/ou suas famílias, enriquece e amplia as possibilidades de intervenção. Todos se sentem mais capazes quando descobrem novas possibilidades de intervir. A própria criança sente-se capaz, pois se sente compreendida em sua dificuldade, e ainda ganha motivação para desenvolver e descobrir seus potenciais.

É preciso atenção, pois múltiplos profissionais realizando múltiplos atendimentos sob diferentes perspectivas, garantem um atendimento multidisciplinar, em que o aluno pode ser visto de modo fragmentado, com possibilidades de repetições nos atendimentos: lacunas nas ações.

Por outro lado, múltiplos profissionais atuando em empenho integrado, com contato não-hierárquico e com discussões para além de documentos e diagnósticos, garantem um atendimento interdisciplinar. Nesse atendimento, temos a possibilidade de compartilhamento do saber, ampliação de perspectivas, possibilidades de compreensão da criança ou do adolescente em sua complexidade.

O diagnóstico é um importante instrumento no trabalho interdisciplinar, pois nele está descrito as limitações e as possibilidades do aluno.

A sala de aula, quando o professor não está só, terá:

·         Um professor (disponibilidade à mudança e à compreensão empática do aluno);

·         Quarenta alunos e a tarefa de compreendê-los, com o apoio de diferentes profissionais;

·         Programação das aulas, num processo que considera seus alunos, seus diferentes modos de aprender;

·         Apoio da equipe de coordenação pedagógica e/ou de Educação Especial:

·         Espaço intra-escolar para expor ideias, experiências, frustrações e trabalhar os desafios.

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