terça-feira, 5 de julho de 2011

MÓDULO IV - Vídeo-aula 23: Epilepsia e estigma

Estigma é uma referência a um atributo depreciativo, fraqueza ou desvantagem. A pessoa estigmatizada é considerada como tendo uma característica diferente da aceita pela sociedade e é tratada diferentemente pela mesma, que mostra conceitos errados e preconceituosos (GOFFMAN, 1963).

Existem altos níveis de estigma na epilepsia. Na própria origem do nome, já dá para notar. A palavra epilepsia significa possuído. O rótulo de epiléptico esconde a pessoa. As crenças inadequadas apareceram e continuam perpetuadas no senso comum. O não-controle das crises vai de encontro com que a sociedade prega, que é o autocontrole.

Existem dois modelos para explicar o estigma na epilepsia:

·         Modelo médico – correlação positiva entre intensidade e freqüência das crises.

·         Modelo psicossocial – características individuais que afetam o nível de estigma percebido pelas pessoas.

O estigma pode ser caracterizado por dois tipos:

·         Estigma real – situações de discriminação feitas pela sociedade.

·         Estigma percebido – resultante dos sentimentos dos pacientes a partir de suas crenças e dos comportamentos da sociedade.

O uso do termo epiléptico é um rótulo social: enxerga-se a doença e não a pessoa. Reme à incapacidade, resgata o imaginário da sociedade e influencia a percepção do estigma e a qualidade de vida. Para evitar o estigma, o mais correto é utilizar a expressão “pessoa com pilepsia”.

Quando agimos adequadamente durante uma crise epiléptica, também reduz o estigma.

A pessoa que se sente estigmatizada:

·         Possui maior preocupação com a sua condição

·         Baixos níveis de autoestima

·         Baixa autonomia

·         Problemas nas relações sociais

·         Dificuldades na escola e no trabalho

As propostas para mudanças são:

·         Campanhas na mídia: desestigmatização, combate ao estigma – informação direcionada.

·         Atendimento integral ao paciente e sua família: atendimento médico adequado, psicoterapia, grupos de apoio.

·         Capacitação – educação continuada: profissionais da saúde, educação e área social, pacientes e famílias.

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