Síndrome de West: Trata-se de um tipo especial de crises que se manifestam no primeiro ano de vida, caracterizada por espasmos em flexão ou extensão associada a regressão ou retardo do desenvolvimento neurológico. Esse tipo de crise é resistente aos anticonvulsivantes convencionais e respondem bem ao uso de corticóide ou imunoglobulina.
Epilepsia rolândica: síndrome epiléptica parcial, de herança autossômica dominante, com início entre os 3 e 13 anos de idade. Os ataques são caracterizados por parestesia e atividade tônica ou clônica da face inferior associada com baba (hipersalivação) e disartria. Os episódios tendem a ocorrer à noite e podem se tornar generalizados secundariamente. Na maioria dos casos, as crianças afetadas são neurologicamente normais e também apresentam desenvolvimento normal. O encefalograma mostra ondas agudas de alta voltagem características sobre as regiões temporais centrais, que são mais proeminentes durante a sonolência e sono. Em geral, os ataques não persistem além da metade da adolescência.
Epilepsia mioclônica juvenil: Sindrome idiopático generalizado com início no final da infância ou pela puberdade. É caracterizado por crises com abalos mioclónicos irregulares, arrítmicos, repetitivos ou isolados, bilaterais, predominando nos braços. Os abalos podem causar quedas súbitas dos doentes, mas não se nota perturbações da consciência. A doença pode ser hereditária e a distribuição por sexos é igual. Há muitas vezes crises tónico-clónicas generalzadas e, menos vezes, ausências. As crises acontecem usualmente muito cedo após o acordar e são precipitadas pela privação do sono. Os doentes são, frequentemente, fotossensíveis. A resposta à terapêutica apropriada é boa.
Epilepsia do lobo temporal: as convulsões focais complexas são os tipos mais comuns, embora as convulsões focais simples e as tônico-clônicas também sejam comuns. As convulsões que ocorrem como parte da epilepsia do lobo temporal são frequentemente caracterizadas pela dificuldade de descrevê-las. O lobo temporal controla as emoções e a memória, assim, as convulsões geralmente irão alterá-las. Pessoas com epilepsia do lobo temporal descrevem emoções estranhas, velhas lembranças que vêm à mente ou alucinações.
Etiologia da epilepsia: Qualquer lesão cerebral é um fator potencial para a ocorrência de epilepsia. Depois de investigados 55 a 89% dos casos não se conhece a causa. Temos assim a epilepsia idiopática. Quando as crises ocorrem na sequência de uma lesão cerebral identificável, como por exemplo, no caso de neoplasias, traumatismo e infecções, temos uma epilepsia sintomática. No caso de se desconhcer a etiologia, mas sendo a epilepsia presumivelmente sintomática, denomina-se criptogênica. Na etiologia é muito importante o fator idade, onde devem ser recolhidos dados sobre fatores de risco para a epilepsia:
- Convulsões febris na infância
- AVC
- Alzheimer
- Infecção do sistema nervoso central
- Antecedentes de traumatismo cranioencefálico
- Certos medicamentos (anestésicos, antibióticos, analgésicos e antidepressivos)
Também o alcoolismo e estupefacientes, esclerose múltipla, factores de risco para AVC, depresões e demências constituem um aumento de risco de epilepsia
Mal-epiléptico: O Estado de Mal Epiléptico (EME) é definido como uma convulsão de duração acima de 30 minutos ou convulsões repetidas, sem que haja recuperação da consciência por um período também de 30 minutos.
Mulheres com epilepsia – essas mulheres podem ter filhos, com acompanhamento médico, com dosagens adequadas de medicamentos (anticoncepcional, ácido fólico, etc,). Elas também podem amamentar.
Convulsão febril - A convulsão febril é o distúrbio convulsivo mais comum na infância. Acomete de 2 a 5% das crianças até 5 anos de idade. Ela é definida como “uma crise que ocorre na infância, geralmente entre três meses e cinco anos de idade, associada a febre, mas sem evidência de infecção intracraniana (como meningite) ou de doença neurológica aguda (trauma, tumor)”. Normalmente não deixa sequelas, raramente ocorre mais de três vezes e desaparece após os 5 anos de idade. A crise febril normalmente é generalizada e ocorre durante a rápida elevação da febre.


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