A quem a escola se destina? Dependo do período e do contexto histórico, a escola tem um público diferente:
o 1ª revolução: grupos diferenciados, o ensino é individualizado.
o 2ª revolução: responsabilidade do estado e pública: ainda restrita a certas camadas. Homogeneização de alunos na classe (homens, brancos). Exclusão de muitas camadas sociais. Um professor para vários alunos.
o 3ª revolução: universalização do acesso à educação. Diversificação de camadas sociais, diversidade de alunos na classe, legitimação do direito à educação.
Hoje vivemos na 3ª revolução, mas ainda há muitas dúvidas sobre a inclusão.
Como educar quando a educação implica em novas e não conhecidas bases e, mesmo, em desconhecidos recursos e tecnologias (língua dos sinais, braile, etc)? Relação de empatia com o outro – quando um aluno com NEE passa a freqüentar uma sala regular, ele passa a ser o outro a tolerar. Será que nós, professores, vamos conseguir trabalhar sobre esse outro sem torná-lo exótico?Como lidar, conviver e ensinar aqueles que a sociedade tradicionalmente considerou como devendo ser excluídos da escola?
É necessário trabalhar fundamentalmente com relações interpessoais, discutir o respeito, identificação com o outro, ajudar a colocar as crianças no lugar desse outro, para poder ter uma empatia e uma admiração inclusive por quem é diferente. Afetividade e valores positivos vão ajudar a conduzir esse processo.A educação deve ser uma instância privilegiava para se evitar/corrigir práticas intolerantes. E que aumente o respeito e a solidariedade.
Devemos nós, professores, ter clareza sobre nossas concepções e sentimentos. Quais significados temos sobre o aluno, educação, inclusão, diferença, doença, etc?
Encerro o texto com a seguinte frase:
“Ensinamos mais pelas nossas ações e exemplos. As ações são as que dão o ser ao pregador.” (José Sérgio Carvalho)

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