Na história da educação, a preocupação com as crianças com necessidades educativas especiais demorou a aparecer. No Brasil, isso só veio ocorrer em 1854 com a criação do IBC (Instituto Benjamim Constant), no Rio de Janeiro. Era destinado ao atendimento exclusivo de crianças cegas. E em 1857 foi criado, também no Rio de Janeiro, o INSM (Instituto Nacional de Surdos-Mudos).
Quase um século depois, passa a surgir instituições especializadas (não-governamentais), como a APAE e a Pestalozzi.
Essa discussão sobre educação especial vem criando força e em 1961 cria-se a lei dos direitos dos excepcionais. Em 1973 o Estado cria o CINESP - Centro de Educação Especial.
Já em 1999, movimentos internacionais vão fazer coro com os movimentos nacionais. A Declaração de Salamanca é um marco muito importante na Educação Inclusiva. A partir de então, discuti-se a inclusão de alunos em classes regulares.
A nível internacional, a França tem dois marcos importantes: a criação do Instituto Nacional dos Surdos-Mudos (1770) e do Instituto Nacional de Jovens Cegos (1784). Houve uma discussão sobre quais instrumentos deveriam ser usados com essas crianças, e em 1824 começa-se a elaborar a escrita braile para as pessoas cegas.
Voltando ao Brasil, em nossa história educacional, a educação era muito elitista até a década de 30. Poucos frequentavam as escolas, os índices de analfabetismo eram muito grandes. A partir da constituição de 1934, a educação torna-se gratuita e obrigatória. Essa constituição não resolveu o problema, mas começou a melhorar o acesso à educação.
Paralelo a isso, as pessoas com NEE reivindicam um lugar junto à educação. Passa-se a criar associações para a educação especial. Essa educação era diferenciada da educação regular. Em 1950 passa a ter formação para professores de alunos com NEE.
Na década de 70 começou a existir uma preocupação maior com os direitos das crianças com NEE. Em 1971, a LDB contempla esses direitos e a criação do CENESP veio afirmar isso.
A partir de então esse movimento só cresceu. Na Constituição Federal de 1988, está contemplado vários artigos que tratam dos direitos das pessoas portadoras de necessidades especiais.
A discussão persiste, mesmo em nível internacional, tanto que em 1994, é feita a Declaração de Salamanca.
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