As crianças, de modo geral, possuem informações erradas e crenças sobre epilepsia. A crianças trás respostas espontâneas e coletivas sobre o assunto.
Os professores são importantes modelos para as crianças; suas atitudes podem influenciar o desempenho e os comportamentos das crianças.
As ideias mais comuns a respeito da epilepsia entre os professores são:
· QI mais baixo
· Excesso de sofrimento = causa de epilepsia
· Mulheres com epilepsia: não podem ter filhos
· Pessoas com epilepsia = insanas no futuro
· Medicações causam vício e dependência
· Tratamento da epilepsia não adequado
· Epilepsia: doença mental
· Epilepsia: espírito maligno
O que fazer com um aluno com epilepsia:
· Conversar com os pais: informações e condutas
· Conversar com a classe sobre assuntos de saúde
· Colocar como um dos exemplos no tema de saúde a epilepsia
· Colocar conceitos de cidadania e solidariedade
Na hora da crise: o que fazer?
· Manter a calma
· Afastar objetos que ofereçam risco
· Virar a cabeça de lado
· Acalmar os outros alunos
· Esperar a crise passar
Depois da crise: o que fazer?
· Falar que o aluno teve uma convulsão aos pais
· Levá-lo para um lugar calmo
· Conversar com a classe: percepção, atitudes
· Quando o aluno voltar: tratamento normal; a rejeição é o pior remédio neste momento.
Na hora da Educação Física:
· Lembrar que o aluno pode participar de atividades coletivas, pode jogar bola...
· Não tratá-lo como “café com leite
· É fundamental que ele se sinta inserido
· Importante: saber dos pais se tem alguma limitação.
Na hora da lição:
· Lembrar que o aluno tem condições semelhantes aos outros da classe
· Às vezes: explicação individual
· Importante: saber se a medicação tem algum efeito colateral ou se o aluno tem outras comorbidades
Considerações importantes:
· Horário das medicações
· Presença de comorbidades
· Contato em caso de urgência
· Colegas de classe: ótimos companheiros e aliados da escola
· Auxiliares da escola também devem estar cientes
O aluno com epilepsia deve se sentir inserido dentro da escola. Quanto mais aceito for, melhores suas chances de ter o desenvolvimento pleno. Melhora também a aprendizagem dos outros alunos sobre as diferenças. A formação ética desmistifica as crenças, reduz o estigma e o preconceito. O professor capacitado amplia a rede de informação sobre epilepsia e os valores éticos para os alunos, famílias e comunidade.
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