A intervenção veio a ser no cotidiano da escola e de suas relações com os conteúdos educativos e com a comunidade, visando promover a compreensão das situações de conflitos de gênero. A investigação tem por objetivo a busca de dados qualitativos e quantitativos que permitissem “avaliar” os resultados da intervenção.
O método da intervenção consiste nas seguintes ações:
· Planejamento de ações – parceira universidade-escola. Reuniões com os docentes da escola.
· Fórum escolar de Ética e Cidadania – envolve toda a comunidade escolar.
· A pedagogia de projetos – trabalho de forma transversal e interdisciplinar.
· Trilhas, mapas e roteiros – mapear no bairro as situações que ocorriam a desigualdade de gêneros.
· Ações de formação de professores.
O método de investigação consiste em:
· Observações diretas e indiretas - registrava tudo o que ocorria dentro e fora da sala de aula.
· Diários de campo – todos os alunos de mestrado possuíam um diário para anotar tudo o que ocorria dentro e fora de sala de aula.
· Entrevistas individuais orais e por escrito – todo o corpo docente ediscente que participou da pesquisa foram entrevistados.
· Questionários abertos – os pais e outros segmentos eram entrevistados.
· Relatórios dos professores-bolsistas sobre seus sub-projetos.
A primeira ação a ser feita no projeto foi o levantamento, junto com os alunos, de conflitos de gênero que ocorriam na comunidade. Foi perguntado para eles se eles já presenciaram um conflito de gênero. Eles expuseram a experiência deles e depois foi discutido em grupo o que poderia ser feito para resolver o problema. A universidade se propôs a conhecer, através dos alunos, a comunidade para uma análise dos conflitos que ocorriam nesta comunidade.
Foram constatados os seguintes conflitos:
· Conflitos amorosos;
· Traição;
· Separação;
· Violência contra o homem;
· Violência contra o casal;
· Violência contra a mulher.
Quando foi feita a análise dos conflitos foi um momento muito importante do projeto, pois a universidade tomou conhecimento da realidade local e a partir daí, pode-se dar início as intervenções.
As resoluções de conflito propostas pelos alunos foram divididas nas categorias:
· Categoria “não-moral” – não tem princípios morais envolvidos; não recorre a princípios éticos.
· Categoria “mágica” – a solução transcende qualquer participação das pessoas envolvidas.
· Categoria “moral” – tem princípio de justiça e igualdade.
As questões sobre como resolver os conflitos foram feitas antes e depois da intervenção, para se ter um conhecimento de como a intervenção mudou o raciocínio moral dos alunos.
Antes da intervenção, a maioria deu resoluções mágicas. Após a intervenção, a maioria das resoluções foram morais e o percentual de resoluções não-morais caiu muito, assim como da categoria mágica.
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