sexta-feira, 8 de julho de 2011

MÓDULO IV - Vídeo-aula 28: Campanha Global: Epilepsia fora das sombras

Devido a necessidade de se conscientizar as pessoas em relação à epilepsia, organizou-se um Projeto voltado especificamente para o tema. Articulado, em nível nacional e internacional com várias instituições e organizações de saúde, o projeto ASPE- Assistência e Saúde de Pacientes com Epilepsia - reúne profissionais de diversas áreas do conhecimento e tem como objetivos principais, como se pode ler no site http://www.aspe.hc.unicamp.br, gerar procedimentos que melhorem a identificação e o manejo de pessoas com epilepsia de área urbana de atendimento primário à saúde já existente e com a participação da comunidade, além de desenvolver um modelo de tratamento integral da epilepsia que possa ser aplicado em nível nacional.

O projeto é, como diz o professor Li Li Min, da Unicamp, um dos responsáveis por sua organização e coordenação, uma adaptação das diretrizes da Campanha Global contra Epilepsia - Epilepsia Fora das Sombras -, lançado em 1997 e liderada pela Organização Mundial de Saúde (WHO), Liga Internacional Contra Epilepsia (ILAE) e Associação Internacional dos Pacientes com Epilepsia (IBE).

Trata-se, pois, de uma iniciativa para integrar o Brasil nos grandes movimentos internacionais para tratamento da doença e que envolve, além dos aspectos assistenciais de saúde, de metodologias de diagnóstico, de técnicas de abordagem terapêutica, de formas de apoio psicológico e social, pesquisas científicas fundamentais em vários campos do conhecimento e o uso de tecnologias avançadas para compreensão dos mecanismos de funcionamento do cérebro humano, criando, por interação necessária, áreas epistemológicas em que se cruzam, convivem e se complementam a física, a biologia, a medicina, as ciências sociais e as tecnologias de informação.

O projeto foi coordenado, aqui no Brasil, em duas cidades: Campinas e São José do Rio Preto. O Projeto possuía seis fases:
·         Fase I – Levantamento epidemiológico; confirmação dos casos
·         Fase II – Treinar profissionais da saúde; treinar profissionais do ensino fundamental
·         Fase III – Identificação do estigma na sociedade
·         Fase IV – Campanha na mídia
·         Fase V – Reavaliação epidemiológica
·         Fase VI – Análise de dados

As conclusões gerais desse projeto é que de fato é possível desenvolver e avaliar um modelo de assistência integral à saúde de pessoas com epilepsia na atenção básica à saúde, articulada com a comunidade, com melhora no controle das crises e na qualidade de vida em geral. Este modelo pode ser aplicado em âmbito nacional.


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