domingo, 15 de maio de 2011

MÓDULO IV - Vídeo-aula 05: Protagonismo juvenil e participação escolar

Clique aqui para ver uma apresentação sobre protagonismo juvenil.

MÓDULO IV - Vídeo-aula 04: Recapitulando

MÓDULO IV - Vídeo-aula 03: Epilepsia: Aspectos psicossociais e interação com a sociedade – introdução


As crises epiléticas podem levar a uma limitação. Mas o prof. Li Li Min questiona: será que essas limitações são reais ou são impostas pela sociedade? Infelizmente a epilepsia carrega um preconceito muito grande. O portador de epilepsia carrega um estigma para o resto da vida.
Existe tratamento para os casos de epilepsia, que reduzem os casos de mortalidade e também as limitações impostas pela crise. Porém, o tratamento médico não consegue abordar o problema do estigma. O professor deve ser o elo que ligará o estigma à doença.
Esta disciplina abordará os temas:
·         Introdução ao tema do módulo
·         Epilepsia: recapitulando
·         Epilepsia nas diferentes fases da vida: infância, adolescência e fase adulta
·         Transtornos comportamentais e epilepsia
·         Transtornos cognitivos e epilepsia
·         Epilepsia e escola
·         Epilepsia e trabalho
·         Leis e epilepsia
·         Cidadania
·         Como lidar com limitações: elas existem?
·         Estigma
·         Papel das ONGs e associações de epilepsia
·         Interação social: família e sociedade
·         Campanha Global Epilepsia fora das sombras.

MÓDULO IV - Vídeo-aula 02: Fórum escolar de ética e de cidadania


O Fórum Escolar de Ética e de Cidadania

A base de sustentação do programa é a organização e funcionamento em cada escola participante do Fórum Escolar de Ética e de Cidadania. Esse fórum tem como papel essencial articular os diversos segmentos da comunidade escolar que se disponham a atuar no desenvolvimento de ações mobilizadoras em torno das temáticas de ética e de cidadania no convívio escolar.
Sua composição é a mais aberta possível, pela própria característica de um fórum. Como base mínima de organização, no entanto, sugerimos que dele participem representantes docentes, discentes, de servidores, da direção e das famílias da comunidade. De acordo com a realidade da escola, podem ser convidados líderes comunitários e representantes da comunidade, como comerciantes e moradores.
Dentre as possíveis atribuições do fórum, destacamos:
1) Definição de sua política geral de funcionamento, organização e mobilização dos diversos segmentos da comunidade escolar; 2) Preparação dos recursos materiais para o desenvolvimento dos projetos; 3) Formulação de cronograma local de desenvolvimento das ações; 4) Avaliação permanente das ações em desenvolvimento. Além disso, o fórum deve criar as condições que viabilizem a qualidade das ações e o envolvimento do maior número possível de docentes e de estudantes no seu desenvolvimento.
Nesse sentido, pode atuar:
  • Junto à direção da escola para garantir os espaços e tempos necessários ao desenvolvimento dos projetos;
  • Buscando garantir recursos que permitam a aquisição de material bibliográfico, ideográfico e assinatura de jornais e revistas;
  • (ONGs) que possam apoiar as ações do projeto e a criação de propostas que promovam seu enriquecimento.
  • Articulando parcerias com outros órgãos e instituições governamentais e não governamentais.Interagindo com especialistas em educação/pesquisadores, que possam contribuir com o melhor desenvolvimento das ações planejadas.
Se os objetivos acima são os ideais para a participação no Programa Ética e Cidadania, consideramos que a organização do fórum na comunidade escolar pode ocorrer de maneiramais simples, de acordo com a realidade de escolas menores ou que tenham poucos profissionais interessados na sua implantação. Dessa forma, um pequeno grupo de professores pode se reunir e começar a desenvolver os projetos e atividades propostos nos materiais e recursos didáticos enviados à escola, dando início ao trabalho de forma a conseguir, no transcorrer do tempo, a adesão de outros colegas e de outros segmentos da comunidade escolar.
A participação da escola no Programa Ética e Cidadania ocorre por adesão voluntária das próprias escolas. A primeira providência, caso sua escola não tenha recebido o material pedagógico do programa, é solicitá-lo à Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, no endereço: Esplanada dos Ministérios - Bloco L - 4º Andar - Sala 425; ou fazer o
“download” pela internet no site: www.mec.gov.br/seb.
De posse desse material, o próximo passo consiste na criação formal do Fórum Escolar de Ética e de Cidadania na sua escola, que será a entidade responsável pela organização e pelo funcionamento do programa.
Texto retirado do documento "Ética e Cidadania". Site: http://tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/174946Etica.pdf, acesso em: 15/05/2011.

Definido o coordenador do fórum na escola, o próximo procedimento    é    a   inscrição junto à Secretaria do Programa Ética e Cidadania no Ministério da Educação. Tal inscrição pode ser feita diretamente no site ou enviando por correio a ficha de inscrição que acompanha o material pedagógico inicial. A partir dessa iniciativa, a escola passa a pertencer oficialmente ao programa, habilitando-se a receber todas as informações, materiais e recursos didáticos que forem disponibilizados durante seu desenvolvimento.

MÓDULO IV - Vídeo-aula 01: A escola e as relações com a sociedade

Reportagem da revista Nova Escola. Site: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/boa-educacao-alem-muros-423283.shtml, acesso em 15/05/2011.

Boa educação além dos muros


Trabalhando com projetos, professores aproximam alunos da comunidade e melhoram o rendimento


Denise Pellegrini (dpellegrini@abril.com.br) , de Bariri (SP)

Sempre que percebem que algo não vai bem - dentro ou fora das salas de aula - os professores da Escola Estadual Professora Idalina Vianna Ferro se reúnem. Nesses encontros, eles tentam identificar as causas do problema, discutem possíveis soluções e transformam a adversidade em desafio. Invariavelmente criam um projeto a ser implantado. "Com essa estratégia resolvemos dificuldades pedagógicas ou mesmo de relacionamento", afirma Lia Maura Foloni, que dirige a instituição há sete anos.

Essa forma de trabalho - aliada a uma estreita relação com a comunidade e ao incentivo a atividades extracurriculares -, garante aos 1149 alunos de 5ª a 8ª série e Ensino Médio um lugar entre os melhores da rede paulista. E a escola, motivo de orgulho de Bariri, a 320 quilômetros de São Paulo, se transformou em fábrica de projetos. "Queremos desenvolver habilidades, mas num espaço atraente", completa Lia.
Objetivo definido
Além de atrair os estudantes, o sistema implantado por Lia deixa os professores mais seguros. "Com projetos, a gente não se perde", avalia Helena dos Santos, que leciona Geografia. "Cada ação tem um fim definido." Helena e seus colegas de área já perceberam nas crianças que chegam à 5a e à 6a séries uma dificuldade para interpretar mapas, gráficos e tabelas. Para saná-la, eles aplicam atividades que envolvem outras disciplinas, como Língua Portuguesa, Matemática e Arte. Nas classes de 6ª, por exemplo, todos recebem diversos espelhos e lentes para observar a formação de várias imagens. "Explico que há diferentes formas de representar a realidade, e que o mapa é uma delas", diz Helena.

Outro trabalho, que une Ciências Naturais, Biologia e Geografia, tenta ajudar as turmas de 5ª a 8ª série a construir conceitos. Parte das atividades é desenvolvida no laboratório de Ciências. "Nessas aulas, os estudantes observam e comparam resultados e aprendem a tirar conclusões", explica a professora Silvana Braz, que conta com uma ajuda preciosa: para que os exercícios se tornem mais produtivos, os próprios alunos são treinados para atuar como monitores. Eles conhecem equipamentos e reagentes, aprendem a preparar as experiências e ajudam a solucionar dúvidas.

A capacidade de adaptação é uma arma da equipe docente para driblar os poucos recursos. O laboratório de Informática, por exemplo, não atende às necessidades, mas ninguém perde tempo se queixando da falta de estrutura. "Nos adaptamos, dividindo as turmas para que todos possam, em dupla, utilizar os cinco micros de que dispomos", explica o professor de Matemática João Simão, entusiasta do uso de softwares educacionais.
Próximo à comunidade
Os diversos projetos tocados durante o ano demandam pesquisas, passeios ou excursões científicas. Assim, não é raro ver alunos com o uniforme da Idalina em ação nas ruas. As águas do poluído Córrego Godinho, que corta a cidade, já foram coletadas e analisadas pela garotada da 7a série. "Procuramos conscientizá-los sobre a necessidade de preservação do ambiente", afirma a professora Silvana. Uma passeata pelo bairro encerrou outro trabalho, que envolveu Língua Portuguesa, Arte, Filosofia e História. O tema, violência nos meios de comunicação, na família e na escola, foi amplamente discutido em classe. "A pé ou de bicicleta, os jovens levaram à população suas mensagens pela paz", conta o professor de História João Gabriel.

Durante semanas, todas as classes foram, uma a uma, visitar a nova biblioteca municipal. "Nossos alunos liam pouco", lembra Elizângela de Almeida, que leciona Língua Portuguesa. Além de incentivar os estudantes a freqüentar também a própria biblioteca da escola, cada professor criou estratégias para desenvolver o prazer da leitura. Elizângela, por exemplo, leva gibi, jornal, revista, poesia, conto e crônica para a classe. "Cada um anota em sua ficha o que leu e dá sua opinião." No final do mês, ela faz um gráfico mostrando as obras mais procuradas. "Os comentários despertam a curiosidade e todos acabam lendo os títulos preferidos dos colegas." Além disso, o material vira base para tarefas de conclusão do bimestre.

Parcerias e união

Fundada em 1952, a escola funciona desde 1959 no mesmo local. Como o espaço é pequeno , só foi possível até agora montar uma sala ambiente, a de Arte. Uma parceria entre a prefeitura e a Associação de Pais e Mestres resultou na construção de quatro salas de aula. Para a conclusão da última, inaugurada no início do ano, a APM contou com parte da verba arrecadada na cantina, cerca de 800 reais por mês.
Há um ano, a Idalina está inscrita no Amigos da Escola, projeto que incentiva a participação da comunidade  no dia-a-dia escolar. A iniciativa rende mais 400 reais mensais para a APM. "Cada família interessada contribui com 1 real", explica Lia. E as portas ficam abertas ao trabalho voluntário. No ano passado, uma psicóloga atendeu, durante um semestre, crianças com dificuldades de aprendizagem. "Um dos maiores problemas que enfrentamos é a adaptação dos que vêm de outras unidades da rede estadual ou municipal ao nosso ritmo. Muitos têm problemas de relacionamento e, mesmo na 5ª série, até de alfabetização", afirma a coordenadora Dinorá Musegante. Por isso, a avaliação na escola, que funciona em sistema de progressão continuada, é feita dia após dia.
O aluno que começa a patinar é logo encaminhado para o reforço. "Temos 42 turmas, funcionando de manhã, à tarde e à noite", conta a diretora Lia. A maioria da clientela é carente — 41% dos estudantes trabalham, inclusive muitos do diurno. "Nem sempre, no entanto, eles conseguem conciliar as duas atividades e, infelizmente, alguns acabam optando pelo emprego", lamenta Lia. Nesses casos, ela nunca se dá por vencida. "Chamamos os pais e, quando não obtemos sucesso, recorremos ao conselho tutelar." Estudantes carentes também são encaminhados ao programa Sonho de Viver, promovido pela prefeitura, e ao Centro de Promoção Social, mantido pela Igreja católica. Ambos dão acompanhamento no período em que os jovens não estão em aula. Com isso, a taxa de evasão no Ensino Fundamental caiu de 7%, em 1999, para 4% no ano passado.

A diminuição do índice vem ocorrendo porque os 53 docentes formam realmente uma equipe. Esse espírito é reforçado durante as duas reuniões pedagógicas semanais, das quais participam também a vice-diretora, Angela Fortunato, e as coordenadoras Dinorá Musegante e Vera Lúcia Piotto. "Nesses encontros, garantimos a unidade do trabalho", destaca Dinorá.

A idéia desse time é que todos os alunos se sintam "donos" da Idalina. Para reforçar ainda mais o compromisso, a participação no grêmio estudantil é incentivada. "Uma vez por semana, nos três períodos de aula, a gente anima o recreio com nossa rádio. Entre uma música e outra, passamos recadinhos, do tipo por que é importante manter a escola limpa", conta a aluna Patrícia Santos, 17 anos.
Coral, fanfarra e auto-estima
Diversas atividades extracurriculares também ajudam a integrar todas os grupos ao ambiente escolar e melhorar sua auto-estima. Cinqüenta jovens participam do coral e oitenta da fanfarra. Outros vinte freqüentam aulas de xadrez. As três iniciativas são mantidas por meio de patrocínios.
Essa garotada representa a escola em eventos até fora do estado. Na capital paulista, a Idalina já fez bonito. Em 1999, venceu um concurso promovido pelo Memorial do Imigrante e abocanhou, entre outros prêmios, 6000 reais para a APM. Em setembro último, participou do Desafio Escolar 2000, competição promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo com provas esportivas, artísticas e culturais. A etapa mais trabalhosa foi preparada previamente em Bariri: um mapa com o perfil dos eleitores da cidade. "Os alunos entrevistaram 6400 moradores", elogia o professor Gabriel. O trabalho foi recompensado com a quarta colocação, entre noventa participantes. "É muito legal para a gente que a escola se torne conhecida e que as pessoas fiquem sabendo como ela é boa", comemora Jaqueline Fernandes, 15 anos.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MÓDULO III - Vídeo-aula 28: O professor não pode estar só: O espaço interdisciplinar

A inclusão na sala de aula, muitas vezes o professor encontra-se só, sendo um professor para quarenta alunos, com uma aula programada, com diferentes modos de aprender e diferentes modos de se comportar. Isso gera frustrações ao professor e a percepção da inequação do aluno no ambiente da sala de aula.

O professor sozinho, ainda que busque ajuda na equipe escolar de apoio – a qual muitas vezes não entende dispor de recursos para atuar efetivamente na situação – vê o seu esforço e o seu recurso esgotado no âmbito educacional e chega à conclusão de que aquela escola, aquele grupo já não pode fazer mais nada para aquele aluno. Assim torna-se natural compreender que o aluno não tem recursos para estar ali.

A equipe escolar é um grupo que deve dar apoio ao professor. Ela deve garantir uma escola organizada e inclusiva, realizar encaminhamentos e solicitar serviços e realizar a busca e acesso a suportes, identificação de recursos existentes na comunidade, estabelecimento de parcerias, convênios ou quaisquer outras formas de ação conjunta.

Quem também deve fazer parte do processo inclusivo é a equipe interdisciplinar. A possibilidade de discussão com os profissionais de Psicologia, da Assistência Social, o acesso dos profissionais da saúde que possam fazer diagnósticos e que realizam o acompanhamento desses alunos e/ou suas famílias, enriquece e amplia as possibilidades de intervenção. Todos se sentem mais capazes quando descobrem novas possibilidades de intervir. A própria criança sente-se capaz, pois se sente compreendida em sua dificuldade, e ainda ganha motivação para desenvolver e descobrir seus potenciais.

É preciso atenção, pois múltiplos profissionais realizando múltiplos atendimentos sob diferentes perspectivas, garantem um atendimento multidisciplinar, em que o aluno pode ser visto de modo fragmentado, com possibilidades de repetições nos atendimentos: lacunas nas ações.

Por outro lado, múltiplos profissionais atuando em empenho integrado, com contato não-hierárquico e com discussões para além de documentos e diagnósticos, garantem um atendimento interdisciplinar. Nesse atendimento, temos a possibilidade de compartilhamento do saber, ampliação de perspectivas, possibilidades de compreensão da criança ou do adolescente em sua complexidade.

O diagnóstico é um importante instrumento no trabalho interdisciplinar, pois nele está descrito as limitações e as possibilidades do aluno.

A sala de aula, quando o professor não está só, terá:

·         Um professor (disponibilidade à mudança e à compreensão empática do aluno);

·         Quarenta alunos e a tarefa de compreendê-los, com o apoio de diferentes profissionais;

·         Programação das aulas, num processo que considera seus alunos, seus diferentes modos de aprender;

·         Apoio da equipe de coordenação pedagógica e/ou de Educação Especial:

·         Espaço intra-escolar para expor ideias, experiências, frustrações e trabalhar os desafios.

MÓDULO III - Vídeo-aula 27: O professor não pode estar só: Parcerias dentro da escola

O processo de inclusão é muito complexo, pois envolve a família, a escola, os profissionais da saúde e a sociedade.

Os desafios para a prática inclusiva são, para a família, uma série de dúvidas quanto a matrícula do filho com NEE em escolas regulares: se ela vai estabelecer relações e vínculos; irá se tornar autônomo e independente; se a criança será aceita e acolhida; se haverá uma aprendizagem efetiva.

Aos professores aparecem as seguintes questões: Estou ou não preparado? Como garantir a aprendizagem? Como lidar com as diferenças?

Com relação as crianças com NEE, apresentam interesse em: ouvir e escutar; reconhecer as capacidades e habilidades; identificar necessidades; paradoxo da pluralidade.

E as demais crianças que freqüentam a escola apresentam: curiosidade e interesse pela diferença e respeito por elas.

A escola como um todo, apresenta um importante papel da coordenação e direção, deve propiciar espaços para reflexão, planejamento e avaliação permanentes. Também deve sustentar dúvidas e perguntas e estabelecer parcerias com outros profissionais.

Os profissionais de saúde podem ser grandes parceiros neste processo. Eles podem trazer a escola: ênfase na dificuldade e na deficiência e uma visão clínica e individual.


Todas essas esferas devem se unir para poder realizar um processo de inclusão verdadeiro. Todos são importantes para que isso ocorra, todos os grupos possuem a sua função.


sábado, 7 de maio de 2011

MÓDULO III - Vídeo-aula 26: Professor autor

Nós primeiro lemos, interagimos com o texto da vida; no segundo momento e simultaneamente, refletimos, pensamos e assimilamos; logo na sequência estamos criando, sendo autores.

Quando eu crio um sistema pessoal de convicções tenho que expressar. A fala e a linguagem estão muito unidas ao pensamento.

Quando expressamos nossas ideias nossos pensamentos, expressamos como autores.

A autoria está muito ligada ao exercício da liberdade. O criador é livre. O criador cria as próprias regras do seu fazer.

O professor que está acorrentado a uma série de obrigações, que o impedem de dizer o que pensa, de tomar decisões que mudem um pouco a orientação, isso recairá sobre os alunos.

Autonomia docente não se conquista sem um estilo de ensinar. Vamos conquistando isso na medida em que trabalhamos e adquirimos espaço com o nosso estilo, com a nossa própria personalidade.

Pedro Demo disse: “O mínimo que se exige é que cada professor elabore com a mão própria a matéria que ministra. Tal elaboração será uma síntese barata, se for reprodutiva, mas será criativa, se acolher tonalidade própria reconstrutiva.” É preciso surpreendermo-nos e surpreender os outros para sairmos da comodidade e criar novos âmbitos.

Outro aspecto importante que envolve a educação é a internet. Grande parte de nossos alunos nasceram na era da informática. Não podemos ignorar isto e deixar passar despercebido. Devemos expor nossas ideias, criar blogs, fazer parte de redes sociais para entender melhor o jovem com o qual trabalhamos. Devemos fazer parte do processo que o nosso aluno é constituinte.

MÓDULO III - Vídeo-aula 25: Professor pensador

O exercício da curiosidade, da reflexão e do diálogo com o extramental nos leva ao momento das decisões.

O pensamento vivo, dialogante, inquieto, baseado na curiosidade insaciável consiste o trabalho docente.

A educação deve também transformar as pessoas em seres ponderados, que se consegue através da reflexão.

A relação entre leitura e pensamento é ler as entrelinhas, estabelecer uma conexão com o autor, com o texto lido e tirar dele outros contextos. Ler não apenas para decifrar, ler para compreender a leitura e compreender o que vai para além da leitura.

Uma educação reflexiva não é uma transmissão imediata de informações, mas um encontro entre a iniciativa do professor e a iniciativa do aluno.

A tarefa do educador é surpreender, trazer para a sala de aula ocasiões de aprendizado de surpresa, afinal, é a surpresa que está na base do conhecimento. Começamos a aprender quando admiramos.

MÓDULO III - Vídeo-aula 24: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas

Hoje a escola tem uma função ampla que vai propiciara ideia de que ela deve oferecer as crianças uma leitura de mundo e que traga conhecimentos diversos.

A inclusão aparece neste contexto, e trás uma necessidade de fazer um trabalho articulado com diferentes profissionais, com as famílias. O trabalho em equipe é fundamental neste ponto.

O processo de inclusão é muito complexo, pois envolve a família, a escola, os profissionais da saúde e a sociedade.

Os desafios para a prática inclusiva são, para a família, uma série de dúvidas quanto a matrícula do filho com NEE em escolas regulares:

·         Se ela vai estabelecer relações e vínculos;

·         Irá se tornar autônomo e independente;

·         Se a criança será aceita e acolhida;

·         Se haverá uma aprendizagem efetiva.

Aos professores aparecem as seguintes questões:

·         Estou ou não preparado?

·         Como garantir a aprendizagem?

·         Como lidar com as diferenças?

Com relação as crianças com NEE apresentam interesse em:

·         Ouvir e escutar;

·         Reconhecer as capacidades e habilidades;

·         Identificar necessidades;

·         Paradoxo da pluralidade.

E as demais crianças apresentam:

·         Curiosidade e interesse pela diferença;

·         Respeito as diferenças.

A escola como um todo:

·         Apresenta um importante papel da coordenação e direção;

·         Deve propiciar espaços para reflexão, planejamento e avaliação permanentes;

·         Deve sustentar dúvidas e perguntas;

·         Deve estabelecer parcerias com outros profissionais.

Os profissionais de saúde podem ser grandes parceiros neste processo. Eles podem trazer a escola:

·         Ênfase na dificuldade e na deficiência;

·         Visão clínica e individual.

É importante parceiro no processo de inclusão.

MÓDULO III - Vídeo-aula 24: Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas pedagógicas

Hoje a escola tem uma função ampla que vai propiciara ideia de que ela deve oferecer as crianças uma leitura de mundo e que traga conhecimentos diversos.

A inclusão aparece neste contexto, e trás uma necessidade de fazer um trabalho articulado com diferentes profissionais, com as famílias. O trabalho em equipe é fundamental neste ponto.

O processo de inclusão é muito complexo, pois envolve a família, a escola, os profissionais da saúde e a sociedade.

Os desafios para a prática inclusiva são, para a família, uma série de dúvidas quanto a matrícula do filho com NEE em escolas regulares:

·         Se ela vai estabelecer relações e vínculos;

·         Irá se tornar autônomo e independente;

·         Se a criança será aceita e acolhida;

·         Se haverá uma aprendizagem efetiva.

Aos professores aparecem as seguintes questões:

·         Estou ou não preparado?

·         Como garantir a aprendizagem?

·         Como lidar com as diferenças?

Com relação as crianças com NEE apresentam interesse em:

·         Ouvir e escutar;

·         Reconhecer as capacidades e habilidades;

·         Identificar necessidades;

·         Paradoxo da pluralidade.

E as demais crianças apresentam:

·         Curiosidade e interesse pela diferença;

·         Respeito as diferenças.

A escola como um todo:

·         Apresenta um importante papel da coordenação e direção;

·         Deve propiciar espaços para reflexão, planejamento e avaliação permanentes;

·         Deve sustentar dúvidas e perguntas;

·         Deve estabelecer parcerias com outros profissionais.

Os profissionais de saúde podem ser grandes parceiros neste processo. Eles podem trazer a escola:

·         Ênfase na dificuldade e na deficiência;

·         Visão clínica e individual.

É importante parceiro no processo de inclusão.

MÓDULO III - Vídeo-aula 23: A complexidade do desenvolvimento e educação de pessoas com necessidades especiais

Espera-se do aluno, mesmo com deficiência, que ele aprende dentro de um certo ritmo e regularidade. Quando isso não acontece, ele é tachado de estranho.

Pode-se amenizar certas dificuldades com o auxílio de recursos.

Tratando-se de deficiências sensoriais pode-se usar recursos tecnológicos e profissionais. Por exemplo, crianças cegas podem utilizar leitura em braile; amplificadores visuais para deficientes visuais; libras para os surdos; amplificadores de som; cadeiras especiais, uso de computadores para deficientes físicos.

Já a criança com deficiência intelectual não precisa de uma linguagem alternativa, ela reconhece e acompanha a linguagem coloquial. Para se trabalhar com essas crianças deve-se levar em conta a plasticidade cerebral e o papel fundante do “outro” e do meio.

A plasticidade cerebral é a propriedade do sistema nervoso que permite o desenvolvimento de alterações estruturais e funcionais - capacidade adaptativa. Precisamos conhecer a criança para saber quais as áreas afetadas, como potencializá-las e quais as habilidades que essa criança tem. Para isso devemos fazer um diagnóstico, em conjunção com um profissional da saúde.

O meio (a escola) e o professor, em parceria com a família, tem como papel no processo de  mediação da criança, na identificação das dificuldades, no desenvolvimento de habilidades, na descoberta de potenciais, no respeito a especificidades.  

MÓDULO III - Vídeo-aula 22: Professor leitor

Toda leitura é um aprendizado à distância: uma forma de aproximação de diversas realidades. E toda aprendizagem é também uma leitura, a medida que vamos aprendendo com experiências estamos exercitando nossa capacidade de interpretação, que na verdade é “ler o mundo”.

Hoje, no Brasil:

·         O brasileiro lê, em média, 4,7 livros por ano.

·         O Brasil tem uma biblioteca pública para cada 33 mil habitantes.

·         Quase 70% das escolas publicas não tem sequer uma biblioteca.

Marie Helena Martins disse: “há poucas referências a professores que demonstrem uma ligação especial com livros e leitura [...] Intuem a distância dos professores da prática pessoal da leitura, o que nos parece proporcional as dificuldades destes de exercerem a função de mediadores: sobra-lhes a tarefa de obrigar os alunos a ler.”

Quando falamos de educação para a leitura devemos pensar na formação profunda, ou até mesmo literária do professor; que ele saiba ler nas linhas e nas entrelinhas. Isso é importante não só para interpretar os livros, mas para interpretar a própria vida dos alunos. Na leitura das entrelinhas podemos captar o sentido não evidente das realidades.

A experiência da leitura pode questionar, ampliar, revolucionar, aperfeiçoar nossa visão de mundo. E nos fazer criar um sistema pessoal de convicções.

Quando nos tornamos leitores interessados e interessantes procuramos nos textos o assunto vital, aquele que nos dá sentido à vida.

terça-feira, 3 de maio de 2011

MÓDULO III - Vídeo-aula 21: A complexidade da constituição docente

A profissão docente muitas vezes faz adoecer e castiga.

Até a década de 70 todo fracasso escolar era culpa do aluno. O professor deve resolver o problema.

Na década de 80 a escola passou a ser vista como produtora do fracasso escolar. Mudaram-se as concepções de ensino, do papel do professor e da postura do aluno. Mas o professor ainda é considerado como responsável pelo progresso dos alunos, tendo que rever suas práticas.

Nos últimos anos, uma série de pesquisas vão destrinchar um pouco melhor a realidade do professor e vão mostrar a constituição do professor como um ser complexo. Na constituição do professor tem em primeiro lugar fatores extrínsecos: o curso que ele fez, a escola que ele trabalha, o quanto ele ganha, etc. Fatores extrínsecos é o conjunto de coisas que a pessoa fez para tornar-se professor. Existem também os fatores intrínsecos: como o professor viveu toda a sua formação, como ele foi se assumindo enquanto ser professor. A profissionalidade, que é a junção de profissão com personalidade. Também pertence a esse grupo a profissionalização.

Para poder entender as expectativas do trabalho docente deve-se viver, conhecer, refletir e lutar.

O professor não deve deixar de lutar pela valorização do ensino e a constituição de um trabalho coletivo. Além disso, o professor deve se afirmar como sujeito do conhecimento e  como sujeito que define caminhos e cria alternativas.

Partindo para a prática, a realidade, é difícil constituir um ensino de qualidade em que o professor não é totalmente apoiado pela escola e que o mundo o desvaloriza.

O professor tem uma base teórica, mas muitas vezes não consegue fazer uma transposição didática, aplicando a teoria, por uma falta de recursos. A prática pedagógica não pode parar nela mesma.

Outro aspecto da profissão docente é a falta de autonomia, sobrecarga e desmotivação.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

MÓDULO III - Vídeo-aula 20: A complexidade no estudo dos processos do desenvolvimento humano

O modo mais comum, mais usado nos dias de hoje para fazer o estudo do desenvolvimento da criança é olhando para ela mesma, sem considerar o contexto.

Cada vez mais as pessoas vêm discutindo o desenvolvimento da criança na relação com o outro. A pessoa que tem sido mais investigada na relação com a criança é a mãe.

O vínculo da criança com a mãe é muito grande, tanto que muitas vezes a justificativa do fracasso escolar de uma criança é dada pelo fato de sua mãe ter uma má conduta. Mas a criança se desenvolve com a relação com uma série de outros fatores também, como por exemplo, a família.

Outra perspectiva para o estudo do desenvolvimento da criança é o biológico-cultural: a cultura no coração da análise. Neste sentido, deve-se romper com a lógica que diz quando se apresenta determinado comportamento para passar a focalizar como é que se dão processos através dos quais o desenvolvimento ocorre. Temos que pensar no desenvolvimento para além da criança sozinha, pra além do biológico, e interligar os processos biológicos, psicológicos e sociais.

Para ocorrer o desenvolvimento, a criança precisa de um mediador, que vai trazer elementos da cultura, de como agir, como falar para a criança se desenvolver.

Todas as pessoas com as quais a criança se relaciona, os espaços em que ele convive, interferem no seu desenvolvimento. Todos esses aspectos devem ser levados em consideração no momento do seu estudo.

A escola também é um aspecto importante e fundamental no desenvolvimento da criança. Dependendo da abordagem realizada, o desenvolvimento da criança pode tomar caminhos diferentes.

MÓDULO III - Vídeo-aula 19: o todo pela parte: reflexões sobre o estigma

Na atualidade, a palavra "estigma"representa algo de mal, que deve ser evitado, uma ameaça à sociedade, isto é, uma identidade deteriorada por uma ação social. Para Goffman (1993, p. 11), "la sociedad establece los medios para caracterizar a las personas y el complemento de atributos, que se perciben como corrientes y naturales a los miembros de cada uma de esas categorías".
A sociedade estabelece um modelo de categorias e tenta catalogar as pessoas conforme os atributos considerados comuns e naturais pelos membros dessa categoria. Estabelece também as categorias a que as pessoas devem pertencer, bem como os seus atributos, o que significa que a sociedade determina um padrão externo ao indivíduo que permite prever a categoria e os atributos, a identidade social e as relações com o meio. Criamos um modelo social do indivíduo e, no processo das nossas vivências, nem sempre é imperceptível a imagem social do indivíduo que criamos; essa imagem pode não corresponder à realidade, mas ao que Goffman (op. cit.) denomina de uma identidade social virtual. Os atributos, nomeados como identidade social real, são, de fato, o que pode demonstrar a que categorias o indivíduo pertence.
O estigma é um atributo que produz um amplo descrédito na vida do sujeito; em situações extremas, é nomeado como "defeito", "falha"ou desvantagem em relação ao outro; isso constitui uma discrepância entre a identidade social virtual e a identidade real. Para os estigmatizados, a sociedade reduz as oportunidades, esforços e movimentos, não atribui valor, impõe a perda da identidade social e determina uma imagem deteriorada, de acordo com o modelo que convém à sociedade. O social anula a individualidade e determina o modelo que interessa para manter o padrão de poder, anulando todos os que rompem ou tentam romper com esse modelo. O diferente passa a assumir a categoria de "nocivo", "incapaz", fora do parâmetro que a sociedade toma como padrão. Ele fica à margem e passa a ter que dar a resposta que a sociedade determina. O social tenta conservar a imagem deteriorada com um esforço constante por manter a eficácia do simbólico e ocultar o que interessa, que é a manutenção do sistema de controle social.
A sociedade limita e delimita a capacidade de ação de um sujeito estigmatizado, marca-o como desacreditado e determina os efeitos maléficos que pode representar. Quanto mais visível for a marca, menos possibilidade tem o sujeito de reverter, nas suas inter-relações, a imagem formada anteriormente pelo padrão social.
A escola, muitas vezes percebida de forma positiva, pode parecer inacessível àqueles que não podem participar dos logros construídos pela sociedade, pois estão excluídos do processo de desenvolvimento humano.
Quando os lugares e os papéis não são definidos nas relações sociais, as histórias se mesclam e as funções são invertidas. Instaura-se a violência que, vivida na sua história particular, perpassa as fronteiras e vai perpetuar-se na história do sujeito, constituindo uma herança maldita de componentes destrutivos.
A ausência de vínculos inscreve a desordem, a ausência da autonomia e da referência do ser individual no contexto do grupo social. A história pessoal pode ser uma mera repetição da relação com o grupo. Buscam-se componentes marcados pela impossibilidade de estabelecer vínculos com o grupo de referência; instaura-se o registro da violência nas relações, estrutura-se o ciclo da repetição dos componentes destrutivos, que atravessa os espaços, as fronteiras do individual para o coletivo e, em decorrência, contribui para os desvios dos sujeitos envolvidos na trama.
Cabe às instituições abrir espaço para a reflexão, propor novas direções e contribuir para as transformações sociais.