A profissão docente muitas vezes faz adoecer e castiga.
Até a década de 70 todo fracasso escolar era culpa do aluno. O professor deve resolver o problema.
Na década de 80 a escola passou a ser vista como produtora do fracasso escolar. Mudaram-se as concepções de ensino, do papel do professor e da postura do aluno. Mas o professor ainda é considerado como responsável pelo progresso dos alunos, tendo que rever suas práticas.
Nos últimos anos, uma série de pesquisas vão destrinchar um pouco melhor a realidade do professor e vão mostrar a constituição do professor como um ser complexo. Na constituição do professor tem em primeiro lugar fatores extrínsecos: o curso que ele fez, a escola que ele trabalha, o quanto ele ganha, etc. Fatores extrínsecos é o conjunto de coisas que a pessoa fez para tornar-se professor. Existem também os fatores intrínsecos: como o professor viveu toda a sua formação, como ele foi se assumindo enquanto ser professor. A profissionalidade, que é a junção de profissão com personalidade. Também pertence a esse grupo a profissionalização.
Para poder entender as expectativas do trabalho docente deve-se viver, conhecer, refletir e lutar.
O professor não deve deixar de lutar pela valorização do ensino e a constituição de um trabalho coletivo. Além disso, o professor deve se afirmar como sujeito do conhecimento e como sujeito que define caminhos e cria alternativas.
Partindo para a prática, a realidade, é difícil constituir um ensino de qualidade em que o professor não é totalmente apoiado pela escola e que o mundo o desvaloriza.
O professor tem uma base teórica, mas muitas vezes não consegue fazer uma transposição didática, aplicando a teoria, por uma falta de recursos. A prática pedagógica não pode parar nela mesma.
Outro aspecto da profissão docente é a falta de autonomia, sobrecarga e desmotivação.
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