terça-feira, 3 de maio de 2011

MÓDULO III - Vídeo-aula 21: A complexidade da constituição docente

A profissão docente muitas vezes faz adoecer e castiga.

Até a década de 70 todo fracasso escolar era culpa do aluno. O professor deve resolver o problema.

Na década de 80 a escola passou a ser vista como produtora do fracasso escolar. Mudaram-se as concepções de ensino, do papel do professor e da postura do aluno. Mas o professor ainda é considerado como responsável pelo progresso dos alunos, tendo que rever suas práticas.

Nos últimos anos, uma série de pesquisas vão destrinchar um pouco melhor a realidade do professor e vão mostrar a constituição do professor como um ser complexo. Na constituição do professor tem em primeiro lugar fatores extrínsecos: o curso que ele fez, a escola que ele trabalha, o quanto ele ganha, etc. Fatores extrínsecos é o conjunto de coisas que a pessoa fez para tornar-se professor. Existem também os fatores intrínsecos: como o professor viveu toda a sua formação, como ele foi se assumindo enquanto ser professor. A profissionalidade, que é a junção de profissão com personalidade. Também pertence a esse grupo a profissionalização.

Para poder entender as expectativas do trabalho docente deve-se viver, conhecer, refletir e lutar.

O professor não deve deixar de lutar pela valorização do ensino e a constituição de um trabalho coletivo. Além disso, o professor deve se afirmar como sujeito do conhecimento e  como sujeito que define caminhos e cria alternativas.

Partindo para a prática, a realidade, é difícil constituir um ensino de qualidade em que o professor não é totalmente apoiado pela escola e que o mundo o desvaloriza.

O professor tem uma base teórica, mas muitas vezes não consegue fazer uma transposição didática, aplicando a teoria, por uma falta de recursos. A prática pedagógica não pode parar nela mesma.

Outro aspecto da profissão docente é a falta de autonomia, sobrecarga e desmotivação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário