Existem duas grandes formas de entender o mundo:
- Fixismo: o mundo é sempre igual; não existe mudanças.
- Transformismo: o mundo está sempre mudando.
A partir desses dois pontos de vista, cria-se duas formas de concepção do ser humano:
- Essencialismo: o ser humano nasce com uma essência; o ser humano é imutável.
- Relacionismo: o ser humano se constitui a partir de relações com pessoas, culturas, etc.
Dentro do essencialismo existem as correntes do:
- iIatismo: o ser humano ao nascer já é completo. Nasce com dons e características.
- Empirismo: o ser humano recebe tudo de fora para poder se constituir.
No relacionismo são constituídas as teorias da educação:
- Empirismo - Nesta teoria, o homem é idealizado como uma tábula rasa, passivo, governado pelo ambiente e modificado por estímulos externos. A educação ocorre do fora para dentro, convertida pelo arranjo de condições para o conhecimento; a escola é a agência sistematizadora de uma cultura pré-estabelecida. O conhecimento é um "pacote pronto" definido a priori. O aluno não entra em discussão. O professor é tido como o representante do saber e transmissor de conhecimentos. A prática pedagógica consiste em um ensino fragmentado sob a forma de dar e tomar o conteúdo independentemente da realidade do aluno; há uma pretensão de controle do processo e homogeneidade no desempenho. Os representantes desta teoria são: Locke, Hume, Pavlov, Skinner, Mager.
- Inatismo: o homem é a semente que traz em si todo o potencial de ser. A medida que o sujeito vai se desenvolvendo, ele se revela. Respeita-se a natureza do indivíduo. O conhecimento é vinculado ao dom e o professor é o facilitador da aprendizagem. A prática pedagógica é não diretiva, é centrada na autodireção do aluno. Os principais representantes são o Sócrates, Rousseau, Rogers, Nell.
- Construtivismo: os representantes principais são Piaget, Wallon, Vygotsky e Emília Ferreiro. O homem é um ser inteligente, ativo no processo de aprendizagem. A educação é um conjunto de ações significativas que possam incidir sobre o processo de desenvolvimento e aprendizagem, pelo enfretamento de situações-problema e pela interação com o sujeito cognoscente. O conhecimento é uma construção progressiva processada pela elaboração mental, a partir de experiências sociais, com o objetivo do conhecimento, mediadas pela interação entre as pessoas. O professor deve buscar a sintonia entre os processos de ensino e aprendizagem; organizar o ensino em função do sujeito aprendiz, atuar como problematizador e desestabilizador em situações conflitivas; valer-se dos erros como oportunidades pedagógicas. A prática pedagógica deve ampliar as possibilidades de mediação e conhecimento, respeitando o tempo de aprendizagem, a diversidade de conhecimentos e a heterogeneidade cultural; aproximar a escola e a vida por meio de projetos, resolução de problemas práticas de pesquisa.
É importante ter uma clareza das várias possibilidades do ensino, não só para organizar as práticas, mas também para repensar a relação professor-aluno.
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